Título

Implementação de viveiros e bosques de espécies nativas do cerrado nos espaços escolares: limites e potencialidades

Programa Pós-graduação
Ciências Florestais
Nome do(a) autor(a)
Renata Rozendo Maranhão
Nome do(a) orientador(a)
José Roberto Rodrigues Pinto
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2006
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O presente trabalho buscou analisar os limites e potencialidades de implementação de viveiros e bosques de espécies nativas do bioma cerrado em espaços escolares de ensino formal. O foco do estudo foi escolas públicas da rede de ensino fundamental e médio, da região administrativa I de Brasília/DF, Plano Piloto, enquanto possibilidade de se constituírem em estruturas educadoras a partir da referência da Educação Ambiental e pela via da pesquisa-ação-participante. Para tanto, realizamos um levantamento das áreas verdes de 13 escolas de ensino fundamental e médio, escolhidas aleatoriamente, com o intuito de verificar se existem espaços disponíveis para implementação de viveiros e bosques de espécies nativas do cerrado. Em seguida realizamos entrevistas com os diretores das 13 escolas visitadas e 4 gestores de instituições governamentais do Distrito Federal. Foram, ainda, aplicados questionários a 255 estudantes e 35 professores de diversas áreas de conhecimento, com o intuito de identificarmos o interesse em implementar viveiros e bosques de espécies nativas do cerrado como estruturas educadoras nos espaços escolares. Após a aplicação dos questionários, por meio da pesquisa-ação-participativa, foi realizado um curso conceitual e de capacitação com o objetivo de estimular o conjunto de professores das escolas envolvidas no delineamento de propostas com vistas a implementação de bosques e viveiros de espécies nativas do cerrado. Os resultados, do presente estudo, confirmaram a hipótese inicial de que existem áreas disponíveis nos espaços escolares com potencial para implementação de viveiros e bosques de espécies nativas do cerrado e que é de interesse de estudantes, diretores, professores e instituições públicas a implementação dessas estruturas nas escolas. Durante o processo de pesquisa, algumas lacunas foram apontadas e devem ser superadas para viabilizar-se a implantação dessas estruturas, bem como a sua utilização como espaços educadores, das quais podemos destacar: a falta de recursos financeiros próprios para a implementação de viveiros e bosques, a falta de materiais didáticos disponíveis que abordem a temática de forma aprofundada, a falta de conhecimento técnico do corpo docente sobre o assunto, bem como a dificuldade em mobilizar a comunidade escolar para atuar no enfrentamento dos problemas ambientais. Nesse contexto, faz-se necessária a implementação de políticas públicas que estimulem o desenvolvimento de um trabalho integrado entre o poder público e privado e estabeleça diretrizes que visem amenizar as dificuldades mencionadas e desenvolver uma Educação Ambiental transformadora e continuada.


Classificações

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