Título

Conhecer para reconhecer: a vivência dos povos geraizeiros como estratégia pedagógica em Educação Ambiental

Programa Pós-graduação
Territórios e Expressões Culturais no Cerrado
Nome do(a) autor(a)
Gustavo de Azevedo Porto
Nome do(a) orientador(a)
Poliene Soares dos Santos Bicalho
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Esta dissertação tem como temas a Educação Ambiental Crítica e as narrativas de desenvolvimento no Cerrado. Mais especificamente, o estudo em tela discute em que medida os diferentes vieses de ocupação do Cerrado, representados pela ocupação tradicional dos povos geraizeiros e pelo avanço das atividades econômicas agroindustriais, influenciam na compreensão dos docentes sobre este bioma e sua condição de importante território socioambiental, cultural e lugar de disputas entre as forças econômicas agroindustriais e os povos que ali vivem. Para tanto, o Cerrado foi apresentado como um Bioma-Território (CHAVEIRO; BARREIRA, 2010) aos professores da Escola Classe Ipê e do Centro de Ensino Fundamental 403 de Santa Maria, escolas da rede pública do Distrito Federal, por meio das obras “Saberes Ambientais do Cerrado”, de 2016, e “Saberes dos povos do cerrado e biodiversidade”, de 2020, que são importantes referenciais pedagógicos sobre os saberes geraizeiros. Com isso, procurou-se entender qual é a relevância pedagógica da apresentação das vivências geraizeiras aos docentes, tendo em vista a construção de práticas pedagógicas que estimulem a conservação, a valorização do Cerrado e da cultura dos povos geraizeiros, bem como o questionamento das narrativas da agricultura “pop” que divulgam supostos benefícios com a conversão do Cerrado em territórios da rede agroindustrial


Classificações

Contexto Educacional
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