Título
Conhecer para reconhecer: a vivência dos povos geraizeiros como estratégia pedagógica em Educação Ambiental
Esta dissertação tem como temas a Educação Ambiental Crítica e as narrativas de desenvolvimento no Cerrado. Mais especificamente, o estudo em tela discute em que medida os diferentes vieses de ocupação do Cerrado, representados pela ocupação tradicional dos povos geraizeiros e pelo avanço das atividades econômicas agroindustriais, influenciam na compreensão dos docentes sobre este bioma e sua condição de importante território socioambiental, cultural e lugar de disputas entre as forças econômicas agroindustriais e os povos que ali vivem. Para tanto, o Cerrado foi apresentado como um Bioma-Território (CHAVEIRO; BARREIRA, 2010) aos professores da Escola Classe Ipê e do Centro de Ensino Fundamental 403 de Santa Maria, escolas da rede pública do Distrito Federal, por meio das obras “Saberes Ambientais do Cerrado”, de 2016, e “Saberes dos povos do cerrado e biodiversidade”, de 2020, que são importantes referenciais pedagógicos sobre os saberes geraizeiros. Com isso, procurou-se entender qual é a relevância pedagógica da apresentação das vivências geraizeiras aos docentes, tendo em vista a construção de práticas pedagógicas que estimulem a conservação, a valorização do Cerrado e da cultura dos povos geraizeiros, bem como o questionamento das narrativas da agricultura “pop” que divulgam supostos benefícios com a conversão do Cerrado em territórios da rede agroindustrial