Título
Protagonismo ambiental em práticas de arborização: elementos motivacionais, saberes e fazeres de atores sociais envolvidos
A sociedade capitalista apresenta valores como o patriarcado, a valorizac?a?o do ter em detrimento ao ser, o consumismo, a elitizac?a?o do saber cienti?fico, a visa?o de ser humano a? margem da natureza, entre outros, que afetam fortemente o ambiente. Faz-se urgente uma mudanc?a paradigma?tica, que se contraponha a esse movimento. Nesse cena?rio, chamam a atenc?a?o ac?o?es de protagonismo ambiental, muitas vezes realizadas por sujeitos que esta?o a? margem na sociedade, com saberes e fazeres igualmente marginalizados, que se mostram centrais quando olhamos questo?es de conservac?a?o ambiental. Tomando como foco as pra?ticas de arborizac?a?o, volta-se o olhar para o estudo das motivac?o?es que levam sujeitos ao plantio de a?rvores em espac?os pu?blicos e privados, tais como prac?as, terrenos baldios, margens de co?rregos, a?reas de nascentes, entre outros, bem como saberes e fazeres relacionados a essas pra?ticas. O problema de pesquisa foi identificar se as pra?ticas de protagonismo ambiental relacionadas a? arborizac?a?o realizadas por diferentes atores sociais esta?o inseridas em uma racionalidade ambiental. Assim, a pesquisa teve por objetivo investigar pra?ticas de protagonismo ambiental de atores sociais, compreendendo quais sa?o os seus elementos motivacionais, saberes e fazeres envolvidos nas suas pra?ticas. Forma utilizadas histo?rias orais e os crite?rios de ana?lise foram emersos no processo. Os plantadores foram identificados por meio de reportagens da grande mi?dia, em uma comunidade no Facebook, denominada ?Plantadores de A?rvores? ou por meio de indicac?o?es. Foram selecionados plantadores residentes em pequena, me?dia e grande mancha urbana. Ha? indi?cios, de acordo com os principais resultados, de que a pra?tica seja preponderantemente masculina. Tambe?m parece haver relac?a?o entre a motivac?a?o central dos plantadores com a sensac?a?o de pertencimento a? causa de plantar e que o entendimento das relac?o?es entre saberes e fazeres parece ser importante neste processo. Tais apontamentos sinalizam que a pluralidade de saberes, fazeres, culturas e o?pticas esta?o presentes, constituindo indi?cios de uma racionalidade ambiental.