Título
Plano de Gestão de Pilhas e Baterias da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
Variáveis norteiam os problemas ambientais os quais o mundo contemporâneo tem sofrido hodiernamente A ação cada vez mais ofensiva e danosa ao meio ambiente, quer seja natural ou artificial, torna-se uma realidade não só no Brasil, mas no cenário internacional. Nesse contexto as universidades estão sendo conclamadas a assumirem o papel de protagonistas na construção e implementação de políticas ambientais como as inerentes a gestão de resíduos sólidos. Através desta pesquisa constatou-se que a UEFS é uma universidade de Vanguarda neste aspecto pois desde o ano de 1992 - mesmo ano em que fora realizada a Conferência Rio 92 - a universidade já tinha criado a Equipe de Educação Ambiental (EEA) e o Projeto Piloto Coleta Seletiva e Reaproveitamento do Lixo gerado no campus. Neste sentido, após realizar alguns levantamentos e interação com a EEA acerca desta temática observou-se que até então não existia um procedimento sistematizado para a destinação de pilhas e baterias para o campus, além da reciclagem de papel e compostagem o recolhimento de resíduos de laboratórios já dispõe de um contrato, bem como do descarte de lâmpadas fluorescentes. Desta forma, o objetivo do presente trabalho perpassa em apresentar um Plano de Gestão de Pilhas e Baterias para justamente preencher esta lacuna e contribuir não só com a universidade, mas também com outras instituições e toda a sociedade. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE) o Brasil consome 1,2 bilhão de pilhas e baterias por ano. Para o setor, o maior problema é que parte das pilhas coletadas são pirateadas, estima-se que do total 400 milhões são falsificadas e têm níveis de metais pesados acima do permitido, o que dificulta a reciclagem. Já na UEFS os dados de coleta de pilhas e baterias recolhidas pela Universidade que atualmente aguardam uma destinação ambientalmente adequada apontam: 2019 (18 Kg) e 2020 (10 Kg). Tais informações foram gentilmente compartilhadas pela Equipe de Estudos e Educação Ambiental/UEFS. Foram analisadas diversos normativos como a Política Nacional de Resíduos Sólidos, suas reflexões e implicações além de um breve histórico da gestão destes resíduos na universidade. O plano apresenta as fases e procedimentos necessários para a consecução da referida política como a caracterização, identificação, classificação, como proceder com a reciclagem, a coleta e os equipamentos, como ficará a disposição dos Ecopontos e por fim o processo de envio para uma unidade externa, no caso, uma indústria especializada que possui a expertise para proceder com a reciclagem e reutilização na produção de outros componentes. É apresentado um fluxograma para demonstrar sinteticamente como ocorrerá todo o processo a partir da coleta. Para fomentar a introspecção e mudança de atitude da comunidade universitária para que possam incorporam definitivamente as diretrizes da gestão destes resíduos a instituição poderá promover campanhas educativas por exemplo. Espera-se que uma vez concluída, essa pesquisa possa servir como referência para outras organizações interessadas em contribuir com um meio ambiente equilibrado, hígido e salubre.