Título
Augusto Ruschi e a história da conservação da natureza no Brasil
Este estudo recupera o papel de Augusto Ruschi, agrônomo, topógrafo, advogado, pesquisador, professor do Museu Nacional do Rio de Janeiro (MNRJ) e fundador do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão (MBML) na história brasileira da conservação. O trabalho construído mediante pesquisa documental e bibliográfica foi dividido em sete capítulos, além de introdução e conclusão. Inicialmente, trata-se do panorama intelectual ocidental e brasileiro a respeito da conservação. Em seguida, apresentamse notas biográficas de Augusto Ruschi e alguns dos principais embates que marcaram a sua vida. Após, são apresentados e discutidos conceitos adotados pelo autor, essenciais à compreensão de seus argumentos em prol da conservação: o que viriam a ser a natureza e o homem; quais as principais ameaças à natureza; quais os principais instrumentos de proteção à natureza; necessidade de fundar uma disciplina acadêmica dedicada à proteção da natureza; educação ambiental; estabelecimento de áreas protegidas e concepções de Ruschi sobre a caça. Posteriormente, discutese a contribuição de Ruschi para a descrição da fauna e da flora brasileiras. Foram explorados com maior detalhe os artigos de Ruschi cujos temas são orquídeas, beijaflores e morcegos. Ulteriormente, trata-se das contribuições de Ruschi para a agroecologia, salientando as suas pioneiras críticas ao uso indiscriminado de pesticidas na agricultura brasileira. Por fim, trata-se das fragilidades e inconsistências do trabalho do autor, bem como de críticas que lhes foram dirigidas, em vida e post mortem. Concluiu-se que Ruschi, se não um precursor-fundador, pelo menos foi um forte comunicador de temas que, após Estocolmo, se tornariam pulsantes do ambientalismo, no Brasil e no mundo. Os achados da pesquisa também permitiram constatar forte adesão de Augusto Ruschi às ideias conservacionistas das gerações intelectuais brasileiras que o precederam.