Título

Novos olhares, novos significados: a formação de educadores do campo

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Maria Osanette de Medeiros
Nome do(a) orientador(a)
Laís Maria Borges de Mourão Sá
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2012
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar e compreender as percepções de um grupo de educadoras em relação à práxis pedagógica, como educadoras militantes, articulada à formação do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LECampo) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na perspectiva de uma educação emancipatória que pense o campo como espaço de vida. A metodologia trabalhou numa abordagem qualitativa, com coleta de dados, aplicação de instrumentos, realização de entrevistas semi estruturadas e grupo focal, observação participante e história de vida, considerando a perspectiva do materialismo histórico dialético nas relações contraditórias, os conflitos e as possibilidades de superação, engendradas na e pela articulação da práxis pedagógica e social e sua influência na formação de educadores do campo, inserida na discussão e na luta pelo direito à educação das classes trabalhadoras. O estudo buscou, na perspectiva da complexidade e da relação teoria e prática, articular processualmente, os dois momentos da pesquisa, ou seja, as percepções do grupo de educadoras e a história de vida de uma educadora no assentamento Oziel Alves Pereira no município de Governador Valadares-MG. No diálogo entre os teóricos, os movimentos sociais e o projeto de formação de educadores do campo e a práxis pedagógica das educadoras, o estudo procura apontar caminhos na afirmação da educação do campo como política pública, no exercício da compreensão de totalidades e as interações entre as partes e o todo - eis a força do pensamento para apreender as possibilidades de transformação. Ao final do estudo foi possível identificar a exigência de uma educação omnilateral, do ponto de vista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de todos os atores sociais envolvidos; uma educação que ocupe os espaços da escola, enfrente os desafios de construir outras matrizes sociais e pedagógicas para formar educadores do campo capazes de atuar não apenas na escola, mas em vários espaços educativos e sociais. E, também, contribuir na construção de uma nova identidade de educador capaz de lidar com vários tipos de saberes ligados à dimensão da militância e da luta social, articulados aos processos de conhecimento para ler cientificamente a realidade, fazer pesquisa e tomar posição diante de conflitos e novas situações. Finalmente, os desdobramentos da proposta de formação apontam para a responsabilidade das universidades articuladas aos movimentos sociais na organização de um sistema de educação permanente em várias instâncias formadoras, produzindo, discutindo e socializando, avaliando continuamente, conhecimentos, valores e práticas das escolas através de recursos tecnológicos, encontros e centros de estudos em busca da utopia de se fazer humano. Assim, podemos confirmar a tese principal do estudo na qual defendemos a formação do educador do campo aliada aos princípios da educação do campo, o que poderá contribuir na superação dos limites.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Área Curricular
Modalidade: Regular
Data de Classificação:
07/07/2015