Título
Considerações sobre a criação do polo ecológico de Brasília e a conservação da biodiversidade
O período e o processo de transformação do Jardim Zoológico de Brasília em uma fundação de direito público foram analisados do ponto de vista histórico e de sustentabilidade ambiental e econômica. Considerou-se os documentos Relatório do Plano Piloto de Brasília e Brasília Revisitada de Lucio Costa e o Plano Diretor do Parque Zoobotânico para avaliar os objetivos de um zoológico na capital de um país de megadiversidade de fauna. A proposta de criação da Fundação Polo Ecológico de Brasília foi confrontada com estes documentos para verificar se houve avanços nesta no sentido da sustentabilidade econômica de instituição e em sua atuação na conservação da biodiversidade. As bases legais e conceituais da atuação dos jardins zoológicos na conservação da biodiversidade e a legislação brasileira que rege o funcionamento dessas instituições foram analisadas. Uma breve história dos jardins zoológicos e, particularmente do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro foram traçadas. A natureza dos zoológicos modernos e sua atuação em lazer, educação, conservação e pesquisa foram analisadas. A história do Jardim Zoológico de Brasília, do Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo e do Parque das Aves foram relatadas. O processo de criação da fundação Polo Ecológico de Brasília foi relatado a partir de documentos oficiais, anotações de reuniões e entrevistas com os diretores e funcionários. Verificou-se que todos os requisitos formais para o efetivo funcionamento da Fundação Polo Ecológico de Brasília haviam sido conquistados no final de 1998. Concluiu-se pelo avanço institucional no sentido de sustentabilidade econômica e no desempenho de um papel relevante na conservação da biodiversidade. Verificou-se que este avanço está limitado pela falta de continuidade administrativa, pelo não preenchimento de cargos efetivos e por constantes ameaças a integridade física da área da Fundação. Concluiu-se ainda pela prioridade em se reforçar os laços entre o público visitante e o zoológico e a necessidade de se garantir o acesso de parcelas da população de menor poder aquisitivo ao parque. Para tanto, programas de conservação de espécies brasileiras e um trabalho continuado de Educação Ambiental e divulgação dos trabalhos do zoológico são fundamentais.