Título
Por uma nova extensão rural sustentada nas bases da Educação Ambiental
O estado do Amapá no período de 1995 a 2002 adotou como política pública de governo o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá - PDSA, que visava substituir o modelo predatório de ocupação da Amazônia, também reproduzido no estado do Amapá, por um modelo de desenvolvimento sustentável. Assim, partiu-se para analisar essas experiências no setor agrícola que deveriam ter influenciado os agricultores para atitudes sustentáveis no meio rural. O objeto desta pesquisa é a mudança de paradigmas nas propostas do setor agrícola no sentido da busca da sustentabilidade pela incorporação da Educação Ambiental na prática dos extensionistas rurais. O objetivo deste estudo é analisar a política agrícola do estado do Amapá, por meio da análise de conteúdo de quatro relatórios oficiais que retratam o modelo agrícola adotado no período do PDSA, além da utilização de conceitos considerados importantes como Agroecologia, Educação Ambiental, capital social, sustentabilidade e conhecimentos tradicionais. As hipóteses definidas são: o setor agrícola no Amapá não avançou nos últimos oito anos porque não apresentava uma equipe técnica capacitada para compreender a dimensão política que o conceito de desenvolvimento sustentável traz em sua amplitude; os extensionistas rurais não estavam suficientemente capacitados para implementar tal modelo junto aos agricultores; o setor agrícola não firmou parcerias necessárias, em especial com instituições de pesquisa, para implementar tal modelo. As conclusões nos indicaram que para a viabilização de uma proposta inovadora como esta é necessário considerar os principais aspectos: a Educação Ambiental quando associada à extensão rural poderá ser este veículo de transformações; que a formação do capital social é indispensável para a construção das relações sinérgicas entre estado e sociedade civil; as parcerias são indispensáveis para que possam ser disponibilizados os recursos humanos qualificados e conhecimentos científicos compatíveis com a realidade trabalhada; os recursos humanos precisam estar contemplados em um programa de capacitação capaz de alavancar o desenvolvimento sustentável; que o modelo agrícola precisa estar sustentado na base científica da Agroecologia.