Título

Reforma agrária e meio ambiente - ocupar, resistir, produzir e preservar: o caso do assentamento Terra Conquistada

Programa Pós-graduação
Desenvolvimento Sustentável
Nome do(a) autor(a)
Marcela Souto de Oliveira Cabral Tavares
Nome do(a) orientador(a)
Lais Maria Borges de Mourão Sá
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2002
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Este trabalho refere-se à uma pesquisa desenvolvida dentro de um assentamento de reforma agrária e teve como objetivo a realização de uma intervenção educativa visando promover a organização das relações comunitárias com vistas à gestão socioambiental voltada ao desenvolvimento local sustentável. A pesquisa foi orientada pelos pressupostos e fundamentos metodológicos da pesquisa-ação, por ser esta metodologia que tem como atitude epistemológica a abordagem transversal, a escuta sensível e o pleno envolvimento do pesquisador com o trabalho desenvolvido, e por dar conta da complexidade da realidade em foco. O trabalho foi pensado e realizado de forma participativa pela pesquisadora e pelos assentados, exigindo dos sujeitos pesquisados o envolvimento com a mobilização micropolítica da comunidade. A pesquisa possibilitou a construção e a articulação de saberes técnicos com os saberes locais, desencadeando o início de um processo de gestão ambiental do assentamento. Primeiramente, realizou-se uma atividade de diagnóstico ambiental participativo com o objetivo de gerar um espaço de convivência, comunicação, troca de experiências e construção de conhecimento. Essa atividade revelou os problemas socioambientais e as potencialidades do assentamento, tanto no que se refere a recursos humanos, quanto aos recursos ambientais. A pesquisa teve como resultados uma mudança na forma de organização da comunidade, pelo do desvelamento de um conflito latente entre a dimensão individual e coletiva que orientava a organização social e as relações comunitárias; a construção e o reconhecimento de saberes; a formação de uma identidade coletiva; o resgate do sentimento de pertencimento; o fortalecimento dos laços de amizade e de solidariedade; o levantamento de problemas e potencialidades do assentamento e o pleno envolvimento da pesquisadora. Para que os assentados alcancem o desenvolvimento sustentável faz-se necessária a continuidade do processo de educação para a gestão desenvolvido com a comunidade, para que eles possam ampliar o seu olhar e o espaço de discussão aberto pela pesquisa, de forma a subsidiar o processo de gestão, auxiliando e reforçando a nova forma de organização social e produtiva criada no assentamento, no sentido de preservar o patrimônio ambiental e mudar o padrão tecnológico existente, articulando eficientemente as questões agrária e ambiental, que estão intimamente relacionadas.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
15/12/2014