Título
Nossas águas, nosso Palha: Educação Ambiental e participação na comunidade rural do Córrego do Palha
Este estudo, realizado na comunidade rural do Córrego do Palha (Brasília-DF), traz os resultados da implementação de iniciativas de Educação Ambiental (EA) não formal focadas no tema água. A dissertação foi construída sob o alicerce teórico-metodológico crítico-dialético, através da metodologia da pesquisa participante e teve três eixos principais. O primeiro foi a realização de um diagnóstico socioambiental participativo com enfoque nos recursos hídricos locais. Como resultado do diagnóstico foi possível desenhar uma comunidade bastante heterogênea em relação à dimensão socioeconômica. No cenário ambiental, foi revelado que um dos corpos d’água da comunidade, o Córrego do Palhinha, se encontra impactado pelas ações locais, o que é preocupante do ponto de vista da gestão local dos recursos hídricos. No entanto, o diagnóstico também revelou que a Comunidade do Palha está bastante receptiva ao desenvolvimento de ações futuras de EA. Partindo da constatação desta realidade, o desenvolvimento de um trabalho de acompanhamento pedagógico e formação com as educadoras comunitárias se firmou como o segundo eixo da pesquisa. Como resultado desse processo está a implementação do programa de EA, o “amigos do palhinha”. A implantação desse projeto, que teve como objetivo a revitalização do Córrego do Palhinha, só foi viável graças ao envolvimento e à participação das educadoras na sua concepção e execução, além do apoio da população local. O terceiro eixo da dissertação foi a realização e acompanhamento de uma das ações do “Amigos do Palhinha”, um estudo do meio construído a partir de saídas de campo. Essa atividade, desenvolvida com crianças e adolescentes da comunidade, foi voltada para a interpretação da realidade ambiental local. Alguns resultados alcançados nessa etapa foram: a produção de conhecimentos sobre o contexto socioambiental e o reconhecimento do Córrego do Palhinha como um elemento importante da paisagem, a partir do desenvolvimento de um novo olhar. Apesar de bastante “recheada”, essa pesquisa traz uma mensagem simples: é necessário o conhecimento da nossa realidade mais próxima, o (des)envolvimento de vínculos com essa realidade e de participação para concretizar ações que levem à sua mudança.