Título

Diagnóstico socioambiental da microbacia do Rio Magu, MA

Programa Pós-graduação
Ecologia
Nome do(a) autor(a)
Ana Luiza Rios Caldas
Nome do(a) orientador(a)
Maria do Socorro Rodrigues
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2004
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O estado de conservação (características das águas, das margens, colonização por plantas aquáticas) e o aproveitamento socioeconômico da microbacia do Rio Magu foram investigados com o objetivo de apoiar as instituições locais no processo de envolvimento participativo da comunidade para a gestão da água e desenvolvimento sustentável da bacia. O estudo da percepção ambiental consistiu da aplicação de questionários a 174 usuários dos três municípios de maior relevância da bacia. Procurou-se valorizar as observações espontâneas dos entrevistados, a fim de traçar um histórico do uso e situação ambiental da bacia, auxiliado por registro fotográfico. Para a sensibilização foram adotadas atividades educativas-interativas, com ênfase à gestão da referida bacia. O diagnóstico ambiental da bacia, segundo a metodologia de Callisto e colaboradores, avaliou a preservação das condições ecológicas das estações estudadas. Características físicas e químicas da água foram determinadas em campo - salinidade, temperatura e sólidos totais dissolvidos – e no laboratório da Embrapa Meio Norte – concentração dos elementos maiores, pH e condutividade elétrica das águas. Embora com bom potencial, o vale do Rio Magu vem sendo manejado de forma inadequada para usufruir o potencial natural existente. A microbacia foi avaliada com estado de conservação alterado. O desmatamento das margens do Magu é o fator que mais contribuiu para este resultado. O acúmulo de nutrientes e a diminuição da profundidade, decorrentes do assoreamento, aliados às características morfométricas do rio, favorecem o superpovoamento de macrófitas aquáticas. Estas ameaçam fortemente a navegabilidade do Rio, mas possivelmente são responsáveis por manter a água em qualidade admitindo seus usos mais nobres. Os resultados do diagnóstico sócio-ambiental evidenciaram que a população tem baixo desenvolvimento, com atividades essencialmente domésticas e de subsistência. As respostas e os depoimentos evidenciaram bom entendimento do impacto das atividades sobre o ambiente, mas isto não tem sido suficiente para mudar comportamentos visando o manejo adequado dos recursos locais. A população avaliou como prioritária a construção de fossas sanitárias, a coleta de lixo e a recuperação da mata ciliar. Para atividades geradoras de renda, interessa-se na implantação de minifábricas de farinha, seguida do cultivo de peixes, beneficiamento da castanha de caju e fabricação de doces caseiros. As instituições locais iniciaram a formação de parcerias a fim de promover o desenvolvimento sustentado da região nos moldes da gestão participativa, através da formação do comitê da bacia hidrográfica do Rio Magu (COBH-Magu). No entanto, nas esferas do Estado do Maranhão (inexistência da Política Estadual de Recursos Hídricos do Maranhão) e Federal (ANA), o contexto institucional é desfavorável à criação de um comitê com as características do Magu. Despontam nesse cenário o Consórcio e a Associação de Usuários como alternativas para buscar a gestão participativa dos recursos hídricos da região.


Classificações

Contexto Educacional
Data de Classificação:
12/03/2015