Título
Apropriação de espaços verdes urbanos: um estudo sobre a relação pessoa-ambiente em praças públicas de Aracaju
O presente trabalho parte do pressuposto de que o espaço é alterado pelos indivíduos, que transforma o seu significado e as funções do ambiente em uma tentativa de suprir necessidades que esse espaço não provia anteriormente, sendo essas intervenções planejadas ou não. A partir disso, este estudo teve como objetivo compreender a ação de moradores e comerciantes sobre os espaços verdes urbanos (EVU), praças públicas, na Zona de Expansão da cidade de Aracaju(SE). Foram utilizadas as lentes da Psicologia Ambiental que investiga a inter-relações pessoa-ambiente para observar o fenômeno da apropriação do espaço realizada pela população local, apoiada pela perspectiva do Urbanismo Tático que é uma prática do urbanismo focada na intervenção em microescala das cidades. A pesquisa está caracterizada como pesquisa exploratória, realizada por meio de observação do ambiente físico e levantamento de dados com a população alvo. Para isso, foram feitas observações assistemáticas, aplicação de matrizes de avaliação, mapas comportamentais e entrevistas semi-estruturadas. Como resultados, o estudo destacou que a relevância das praças analisadas está diretamente relacionada às interações sociais e às demandas do público, tanto no que diz respeito aos usos quanto às funções que desempenham e que as relações socioeconômicas e socioambientais são afetadas pelas mudanças advindas da apropriação do indivíduo ou grupo pelo o espaço público. Ao estudar os EVU através das lentes da Psicologia Ambiental e Urbanismo Tático, este estudo buscou contribuir com o desenvolvimento de novas pesquisas baseadas na relação estabelecida entre pessoa-ambiente e ampliar a visibilidade sobre a agência coletiva em espaços públicos.