Título

Potencial de contribuição de mídias sociais e cursos on-line para maior interesse e conhecimento sobre o desenvolvimento sustentável: um estudo de caso “Grupo de Estudos Novas Economias sem Complicação”

Programa Pós-graduação
Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável
Nome do(a) autor(a)
Isabela Soares Guerra
Nome do(a) orientador(a)
Suzana Machado Padua
Grau de Titulação
Mestrado Profissional
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

Vivemos uma época com grandes desafios socioambientais, como o avanço da
extinção de espécies e a diminuição da diversidade de flora e fauna, que tem afetado
diretamente o clima do planeta e acarretado uma crise hídrica, sanitária,
contaminação de solos, rios e oceanos, e crises sociais como a desigualdade social
aumentando, assim como discriminações se perpetuando, pobreza, fome, entre
outras. Tais crises decorrem a partir da maneira como vivemos, consumimos,
trabalhamos e nos organizamos como sociedade, no entanto, essa relação causa e
efeito não tem sido constatada pela população para que haja mudanças significativas.
É evidente que para que tais mudanças aconteçam, é necessário mudar nossa
organização, nosso modelo econômico, saindo de um modelo focado em crescimento,
para um modelo focado em desenvolvimento sustentável. Algumas dinâmicas e
engrenagens sociais já tem sido apresentadas e desenvolvidas para a construção de
uma nova economia, mais justa, igualitária socialmente e ambientalmente segura.
Para essas novas engrenagens damos o nome de novas economias. No entanto,
essas novas possibilidades não alcançam a sociedade com a rapidez e efetividade
que deveria acontecer, possivelmente por falta da democratização desse
conhecimento, por meio de uma linguagem mais simples e até organizada, que
extrapole o meio acadêmico. Em paralelo a tais crises e falta de alcance desses
conhecimentos, a tecnologia e a possibilidade de disseminação de informações e
conteúdos está cada vez mais facilitada na atualidade, por meio dos acessos as
mídias sociais. As tecnologias disponíveis têm potencial para a disseminação das
novas práticas que contribuem para o desenvolvimento sustentável, o que pode ser
explorado nesses canais de comunicação (mídias sociais, infoprodutos e cursos online). O presente trabalho apresenta o estudo de caso de um infoproduto chamado
“Grupo de Estudos Nova Economia sem Complicações”, facilitado pela pesquisadora,
lançado de forma independente e via mídias sociais. O estudo traz descrições
analíticas de resultados alcançados via pesquisa qualiquantitaviva, sobre o potencial
de alcance deste infoproduto. Os resultados quantitativos foram coletados via
questionário aplicado aos participantes de uma das turmas do Grupo de Estudos antes
e após sua realização, utilizando a escala Likert. Os resultados da pesqusia
quantitativa demonstraram que houve a percepção dos participantes sobre a
aquisição de conhecimento de temas que abordam as teorias relacionadas as novas
economias, chegando ao aumento de 65% em um deles. A influência na mudança de
comportamentos e crenças que levam em consideração o desenvolvimento
sustentável também foi apontada pelos participantes. A pesquisadora utilizou-se
também da pesquisa ação, pois participou ativamente da pesquisa como facilitadora
do grupo. Já os resultados qualitativos foram coletados via entrevistas
semiestruturadas realizadas após a finalização do período em que ocorreu o Grupo
de Estudos, e foi realizada a análise de conteúdo para sua apresentação e discussão
de resultados, que corroboraram a eficiência do modelo de aprendizagem on-line
proposto, com discussões de maneira síncrona e apresentação de conteúdos
disponibilizados antes dos encontros, além dos discutidos durante e após os mesmos,
para que houvesse o aprofundamento. A linguagem utilizada, assim como a
divulgação realizada via mídias sociais mostrou-se eficiente em ambas as análises,
quantitativas e qualitativas. Ao final deste trabalho foram apresentadas algumas
recomendações para maior aproveitamento do potencial desse tipo de educação
ambiental não formal.


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