Título
Cultura do Consumo e Percepção Ambiental dos Acadêmicos da Universidade Federal de Pelotas - UFPEL
Este trabalho trata sobre a cultura do consumo e sua influência na percepção
ambiental dos acadêmicos da Universidade Federal de Pelotas. O objetivo do
trabalho é realizar um estudo sobre a percepção ambiental, analisando as
influências da cultura do consumo e a percepção ambiental em um sentido
amplo. Na cultura ocidental, e em parte da oriental, principalmente nos países
em que o capital e a liberdade se fazem presentes, o consumo de bens e
serviços possui um lugar de destaque na hierarquia cultural. Torna-se então um
valoroso sinalizador social, um objeto de desejo comum à grande maioria da
população, através do qual sua liberdade, individualidade e posição social são
exercidas. O texto tem por base o fato de que o consumismo, em um planeta
com mais de oito bilhões de habitantes, possui um impacto inegável, com
consequências proporcionais à sua dimensionalidade. Foi realizada uma
pesquisa Survey por meio de questionário, aplicada aos graduandos da
Universidade Federal de Pelotas – UFPEL. O questionário foi composto por 13
questões. Entre elas, 12 são fechadas, nas quais foi utilizada a escala Likert de
5 pontos, e uma questão com duas opções de resposta. O questionário obteve
311 respondentes que se enquadraram no perfil, ser graduando da
Universidade Federal de Pelotas – UFPEL. Os resultados foram analisados
através de duas plataformas, o software Excel (Office®) e a linguagem de
programação R, linguagem destinada a estatística. As respostas foram
analisadas para a amostra populacional obtida. Também foi realizada uma
análise para 4 diferentes grupos categóricos, baseados no sexo, faixa etária,
área do conhecimento e no número de créditos cursado. Para análise da
amostra, os resultados mostram que o consumo possui forte influência na
sociedade/cultura na qual os graduandos estão inseridos, gerando influência
sobre a percepção ambiental desses. Para análise entre os diferentes grupos
categóricos o resultado obtido é que apenas para a categoria sexo, dividida
entre masculino e feminino existe uma diferença estatisticamente comprovada.
O grupo masculino apresentou um maior grau de ceticismo em relação às
mudanças climáticas e suas origens antrópicas, percebem em menor
intensidade a influência do consumo na sociedade/cultura onde estão inseridos
e percebem em menor intensidade uma necessidade de mudança
comportamental para aumentar a responsabilidade ambiental. Por fim o estudo
conclui que existe a necessidade de potencializar a responsabilidade ambiental
dos graduandos através de intervenções oriundas da educação ambiental.