Título
Educação ambiental no Brasil: modelagem de termos e análise bibliográfica com foco no novo Ensino Médio
Esta dissertação está deposta em uma introdução geral seguida de dois capítulos. No capítulo 1 nosso objetivo foi examinar a literatura disponível para caracterizar a pesquisa sobre Educação Ambiental (EA) no Brasil em bases de dados indexadas e explorar as interconexões entre os tópicos usando Alocação Latente de Dirichlet (LDA, sigla em inglês) para sua modelagem. Selecionou-se nove tópicos sendo os mais relevantes: (1) Educação Ambiental Crítica; (2) Educação Ambiental em Escolas; (3) Educação Ambiental em Unidades de Conservação. Os primeiros estudos identificados nesta revisão remontam a 1988, havendo um aumento substancial na produção científica manifestada a partir de 2017, sobretudo nas revistas REMEA-Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental e Environmental Education Research. Observamos que a EA está em constante evolução, adaptando-se às mudanças sociais, políticas e econômicas. Também discutimos a elevada influência do neoliberalismo nas políticas de EA, ressaltando a potencial contradição entre essas políticas e os objetivos de sustentabilidade. Evidenciamos a necessidade de promover a sustentabilidade por meio da educação, particularmente nas instituições de ensino e Unidades de Conservação. Concluímos por meio dos tópicos que a EA desempenha um papel crucial na sensibilização, análise crítica e transformação das questões ambientais, especialmente em uma sociedade afetada por crescentes desafios socioambientais. No capítulo 2 nosso intuito foi contextualizar a EA no âmbito do Novo Ensino Médio (NEM) a partir da literatura científica disponível, mapeando e descrevendo este assunto por meio de uma revisão integrativa. Esta pesquisa teve abordagem qualitativa e quantitativa, de caráter documental, tendo como principal fonte da coleta de dados a análise de artigos, dissertações e teses que exploram a temática da EA no contexto do NEM entre 2018 e 2023. Uma gama diversificada de publicações em forma de artigos científicos foi identificada, abarcando um total de 34 revistas distintas, com destaque para Revista Brasileira de Educação Ambiental (18,18%). O ano de 2022 apresentou o maior influxo de publicações sobre o tema (artigos = 38,18%; MDT (monografias, dissertações e teses) = 43,75%). As instituições públicas se sobressaíram (artigos = 76,36%; MDT = 58,33%). De forma geral, observamos que a crescente produção científica reflete o interesse nas interações entre o NEM e a EA. Analisando os documentos percebemos que a abordagem pedagógica inovadora, crucial para integrar a EA ao currículo, esbarra em desafios como falta de estrutura, formação docente, interesse dos alunos e barreiras culturais. Também, as políticas públicas ainda enfrentam dificuldades em garantir acesso e qualidade no NEM.