Título
Educação ambiental para mulheres na comunidade do Jeremias em Campina Grande – PB: participação da comunidade na gestão dos resíduos sólidos
A má gestão dos resíduos sólidos urbanos causa muitos problemas a uma cidade, poluição do
solo, das águas e até mesmo do ar, entre outros fatores sociais. Em 2015, a Organização das
Nações Unidas criou a Agenda 2030, que se compõe de 17 Objetivos do Desenvolvimento
Sustentável (ODS), também conhecidos como objetivos globais. Entre as metas, está o ODS 12,
consumo e a produção responsável. No Brasil, diante da problemática dos resíduos sólidos,
criou-se a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei 12.305/2010, para orientar os
estados e municípios a elaborarem suas estratégias e traçar planos para gestão adequada dos
resíduos sólidos em seus territórios e também a lei 9.795 (Política Nacional de Educação
Ambiental – PNEA) como auxiliadora no cumprimento das metas traçadas com a ferramenta da
educação Ambiental. A mesma população que gera resíduos são atores fundamentais para a
execução da PNRS. A Cidade de Campina Grande, situada no interior da Paraíba, tem uma área
de extensão de 591,658 km² e possui cerca de 413.830 mil habitantes, logo, muitos resíduos são
produzidos e descartados, na maioria das vezes, de forma incorreta no meio ambiente. A falta de
informação da população, principalmente da população residente nas áreas periféricas da cidade,
contribui para o descarte incorreto dos resíduos. Assim, o objetivo geral deste trabalho é
contribuir com a educação ambiental de mulheres da comunidade do Jeremias, em Campina
Grande, PB, de modo que possam aproveitar e reutilizar resíduos que geralmente são descartados
de maneira inadequada. Foi utilizado como metodologia a pesquisa bibliográfica, por meio de
livros, artigos e documentos oficiais, culminando com elaboração e confecção de material
didático e realização de oficinas, no formato de rodas de conversa e, ainda oficinas práticas de
composteira doméstica e sabão ecológico. Foram aplicados dois questionários um no início e
outro no final das atividades para se ter o “feedback” com vistas à avaliação do trabalho realizado.
Os resultados mostraram bastante desconhecimento sobre os cuidados com o meio ambiente,
especialmente no tocante aos resíduos urbanos, mas também muita vontade de aprender por parte
das participantes. Concluiu-se que a falta de educação para os resíduos sólidos é de fato um
problema para os moradores de comunidades periféricas e que, portanto, ela se torna elemento
fundamental para a efetivação da política municipal de resíduos sólidos, e que atividades e ações
como esta, desenvolvidas no decorrer deste trabalho, no âmbito da educação não formal, são
muito importantes, porque podem contribuir com a melhoria da qualidade de vida no território e
com o meio ambiente.