Título

Capilarização enraizamento da educação ambiental em território iguaçuense: o percurso de formulação da política pública local

Programa Pós-graduação
Políticas Públicas e Desenvolvimento
Nome do(a) autor(a)
Derliz Hong Hung Moreno
Nome do(a) orientador(a)
Luciana Mello Ribeiro
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Integrante das políticas públicas de gestão ambiental, de desenvolvimento territorial e de
planejamento urbano e regional, a Educação Ambiental institucionalizada é estruturante na
manutenção dos processos de melhoria da qualidade de vida da população humana e
demais formas de existência, considerando-se o meio ambiente em sua integralidade.
Escalonadamente, desde a década de 1970, o Estado brasileiro vem capilarizando e
enraizando práticas educativas ambientais em todos os níveis e modalidades de ensino.
Após a instituição da Política Nacional de Educação Ambiental, via “Lei Nº 9.795, de 27 de
Abril de 1999”, os governos estaduais e locais passaram a implementar institucionalidades
educativas ambientais próprias, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Governo
Federal. Foz do Iguaçu, município da região Oeste do Paraná, institucionalizou o campo de
natureza transversal por meio da “Lei N° 4.954, de 18 de Dezembro de 2020” – a qual foi
formulada de forma multicêntrica por iniciativa do Coletivo Educador Municipal de Foz do
Iguaçu, a partir de um diagnóstico colaborativo e participativo. Destarte, a
operacionalização da referida política pública segue a perspectiva bottom-up, haja vista o
envolvimento da sociedade civil e dos burocratas de nível de rua desde o princípio. Por
essa legislação ser um instrumento permanente para o planejamento e gestão do território
iguaçuense, a pesquisa em tela se propôs a investigar quais as condições favorecedoras
de sua construção – iniciada e conduzida pela confluência de atores institucionais e
setoriais. Buscou-se, ainda, conhecer, sob a perspectiva dos munícipes, as latentes
problemáticas relacionadas à questão socioambiental e as respectivas soluções apontadas.
Nesta direção, o estudo de caso analisou dados provenientes da investigação que embasou
a política pública. Tratando-se de pesquisa qualitativa, coletaram-se e triangularam-se
analiticamente dados advindos de quatro fontes de evidência: registros em arquivo, dados
do diagnóstico de percepção ambiental, documentos jurídicos e questionários estruturados.
No Brasil, foram as práticas vivas e articulações em rede que, historicamente, têm
elaborado e sustentado a materialidade das institucionalidades educativas ambientais,
formando coalizões de defesa. Quanto ao espaço geográfico analisado, observou-se que a
Itaipu Binacional, o Parque Nacional do Iguaçu e, subsequentemente, o Governo do
Município catalisaram a Educação Ambiental, cuja concretização, legitimada pelo poder
público, se deu pelo comprometimento e envolvimento genuíno dos agentes do território.
Representando instituições públicas e privadas e a sociedade civil, estes protagonistas
tornaram possível perpetuar e expandir o legado de três décadas de trajetória. Mais do que
tratar prementes problemas, como despejo e destinação incorreta de resíduos e
queimadas, a operacionalização da legislação deve ser orientada ao despertamento da
lucidez do tecido social para a corresponsabilidade na gestão territorial e o exercício da
cidadania.


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Contexto Educacional