Título

Se for, vá na paz: uma leitura das representações das violências em Bacurau (2019), de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, a partir de um diálogo entre Educação Ambiental e Psicanálise

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Regis de Azevedo Garcia
Nome do(a) orientador(a)
Jose Vicente de Freitas
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O presente estudo consiste em uma investigação das representações das imagens
da violência produzidas no Brasil distópico do filme Bacurau (2019), de Kleber
Mendonça Filho e Juliano Dornelles, imerso uma crise socioambiental atravessada
pelas promessas de satisfação imediata dos desejos das subjetividades absortas no
discurso do neoliberalismo e permeado pelas forças do capitalismo. Parto da
tentativa de construção de um diálogo de complementaridade entre a Psicanálise e
a Educação Ambiental.. Como justificativa, penso na necessidade de problematizar
e ressignificar o desgaste socioambiental de nossas relações com o mundo e de
nossa compreensão da vida. Trata-se, portanto, considerando nosso
embrutecimento, de buscar alternativas para compreender nossa necessidade
permanente de relação com todas e quaisquer formas de arte/estética para que seja
possível uma reconfiguração do potencial humano e uma reorganização ética que
permita acesso ao conteúdo latente de nossa humanidade. Para tanto, recorro à
análise fílmica, cujo método fundamenta-se na análise do discurso. A análise dos
discursos contidos em Bacurau deve contribuir para recuperação e ressignificação
das formas sensíveis das relações éticas humanas em uma leitura estética do
cinema político-distópico. A hipótese que se apresenta é de que assim que
desvelado um novo texto resultante de uma leitura filosófica partindo da Educação
Ambiental e psicanalítica do filme, será possível perceber seu potencial
emancipador. O principal objetivo deste estudo é o de promover um diálogo crítico
de recuperação do sensível entre elementos do cinema, da filosofia e da psicanálise
sob a perspectiva da Educação Ambiental e do debate no campo da
colonialidade/colonialismo, que atravessam o campo da Educação Ambiental, a
partir de uma leitura das relações ético-estéticas no filme a partir de quatro
unidades: a) memória/história, tempo lógico, repetição; b) Manutenção da vida
precária e ingovernabilidades; c) Individualismo, fragmentação do corpo coletivo,
implicações coletivas e formas de enfrentamento do neoliberalismo/necropolíticas; e
d) Monopólio da paz, discursos de não violência, estruturas das violências.


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