Título

O fenômeno da feminização da pobreza e a injustiça ambiental: um estudo do bairro Cidade de Águeda a partir da atuação do CRAS

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Dianelisa Amaral Peres
Nome do(a) orientador(a)
Simone Grohs Freire
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O presente trabalho procurou investigar o Fenômeno da Feminização da Pobreza e a
Injustiça Ambiental a partir de um estudo do bairro Cidade de Águeda considerando a
atuação do CRAS no referido bairro. Para tanto, a metodologia utilizada para pesquisa
foi uma abordagem qualitativa, pesquisa teórica, de viés metodológico materialista
histórico, especificamente o feminismo materialista, o qual consolidou todo o processo
de coleta e análise de dados. O local escolhido o Bairro Cidade de Águeda por ser um
bairro com grande incidência de famílias em vulnerabilidade social formado a partir de
ocupações irregulares, remoções compelidas e ocupações regulares, que tinham
como critério prioritário para receber as casas, famílias unilaterais com mulheres
responsáveis pela prole. O Cidade de Águeda foi o primeiro bairro a receber os
serviços do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS do município do Rio
Grande - RS. Compreender esse espaço como um local onde o Fenômeno da
Feminização da Pobreza e a relação com a Injustiça Ambiental se processa
demonstrou a concentração dos danos ambientais no Cidade de Águeda e em
consequência a concentração das famílias com grande vulnerabilidade econômica e
social, mantendo a lógica da exploração capitalista. O perfil dessas famílias foi
analisado a partir dos relatórios de atendimento do CRAS Cidade de Águeda e da
Vigilância Socioassistencial da Secretaria de Município de Cidadania e Assistência
Social -SMCAS o que validou o gênero e a etnia da pobreza. A pesquisa se justifica
pelo resgate acadêmico da história do Bairro Cidade de Águeda, com destaque aqui
para o CRAS Cidade de Águeda como um espaço onde corroboram-se os princípios
da Educação Ambiental Crítica, buscando-se a emancipação dos sujeitos
historicamente oprimidos pelo sistema racista, machista e patriarcal. Ao final,
verificouse que a pobreza, no bairro Cidade de Águeda, é feminina, negra, mãe e
periférica e que mesmo com cento e trinta e dois anos de abolição da escravatura
continua escravizada por um sistema que a oprime diariamente.


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