Título

Educação ambiental crítica e saneamento básico: uma análise sobre o entendimento docente na escola pública

Programa Pós-graduação
Educação Para A Ciência
Nome do(a) autor(a)
Ana Paula Biondo Lhamas
Nome do(a) orientador(a)
Jorge Sobral da Silva Maia
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Essa pesquisa surgiu a partir da reflexão da pesquisadora se o ensino das escolas públicas têm proporcionado aos estudantes os conhecimentos produzidos historicamente reflitam de forma crítica sobre o ambiente como categoria social. Desta maneira, para a realização desse trabalho o objetivo geral estabelecido foi de compreender qual o entendimento de docentes de uma escola pública sobre a temática de Educação Ambiental e Saneamento Básico. Para isso, os objetivos específicos traçados de modo a atender o objetivo geral foram: analisar o que os docentes entendem por Saneamento Básico e Educação Ambiental por meio de entrevistas com 15 professoras e 5 professores que aceitaram participar, atuantes na escola pública do município de Manduri-SP; buscar elementos que apontem as fragilidades no entendimento de docentes sobre a temática e como isso compromete o processo educativo de estudantes sobre a apropriação dos conhecimentos produzidos historicamente pela espécie humana. Com isso, os fundamentos teóricosmetodológicos foram: o Materialismo Histórico-Dialético, sendo este o método que permite a análise, reflexão e interpretação da realidade e assim contribui para com a discussão dos dados coletados para o presente trabalho, também utilizamos a Pedagogia Histórico-Crítica como a teoria pedagógica que respalda o processo de ensino que defendemos para as escolas públicas e a Educação Ambiental Crítica enquanto processo educativo que tematiza o ambiente e discute quais são os principais responsáveis pela crise socioambiental contemporânea. Por fim, por meio de da análise dos dados, pudemos encontrar elementos para categorizar as falas dos docentes sobre o que é Educação Ambiental, chegando em seis categorias, sendo elas: conscientização, preservação, sustentabilidade, prevenção, sensibilização e metodológica; e onze categorias sobre o que entendem sobre saneamento básico: abastecimento de água potável, coleta de esgoto, coleta e tratamento de esgoto, manejo de resíduos sólidos, políticas públicas, saúde, infraestrutura, sustentabilidade, preservação, prevenção e não sabem; além disso, os dados mostram que o entendimento dos docentes é fragmentado e se pauta em ideias hegemônicas, tais como a culpabilização individual que incentiva a manutenção da exploração no capitalismo com ações de economia de água, reciclagem, sustentabilidade e dentre outras e, portanto, prejudica a instrumentalização dos estudantes das escolas públicas para que entendam a essência dos fenômenos que ocasionam a crise socioambiental e busquem superá-la.


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