Título
A epistemologia do bem viver e as pedagogias indígenas: as literaturas indígenas como aporte decolonial à formação/ação de educadores ambientais
A proposta desta tese de doutorado, escrita por meio do gênero textual de ensaio teórico,
consiste em apresentar o duplo propósito da pesquisa, sem intuito classificatório entre menor
ou maior importância, mas que se complementam e interagem dentro das especificidades que
me inspiram fomentar as discussões sobre as abordagens elencadas. O primeiro tem o
desígnio de evidenciar a epistemologia do Bem Viver e as pedagogias dos povos indígenas,
como anúncio de conhecimento complexo e ancestral e dos processos e práticas educativas os
quais os povos indígenas socializam, crenças, tradições, línguas, sentido de pertencimento e
cosmovisões. O segundo é a proposta de inserção epistemológica/pedagógica como
aportes/suportes conceituais, por exemplo, da cosmologia e do pensamento indígena, por
meio das literaturas indígenas, com a finalidade de substanciar a formação/ação decolonial de
educadores ambientais. A tessitura do texto apresentou constante diálogo com pensadores
indígenas e não indígenas em constantes inferências da autora com suas proposições. A tese
evidenciou as lacunas na formação de educadores ambientais relativas às ausências
epistêmicas e pedagógicas de atores indígenas como protagonistas de conhecimentos. Cientes
das lacunas, as narrativas foram tecidas de modo sincrônico ao apontar possibilidades de
intervenção via epistemologia do Bem Viver e Pedagogias indígenas. Nossos argumentos
teóricos direcionam-se nos conceitos de: Edgar Morin; Daniel Munduruku; Sidarta T.
G. Ribeiro; Gersem Baniwa Aníbal Quijano; Catherine Walsh; Miguel Arroyo; Paulo Freire;
Mauro Guimarães; Davi Kopenawa e Ailton Krenak.