Título

Ciganos Kalon: pássaros livres entre voos e pousos na emergência climática e na educação ambiental

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Priscilla Mona de Amorim
Nome do(a) orientador(a)
Luiz Augusto Passos
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Nosso objetivo foi realizar uma pesquisa sobre a (in)visibilidade dos povos ciganos e as interfaces frente à crise climática. Por meio de estudos conceituais e de entrevistas, estabelecemos as conexões entre educação ambiental, justiça climática e modos de proteção aos ciganos/as, um grupo em situação de vulnerabilidade. Temos como aporte metodológico a cartografia do imaginário, que tem como base a fenomenologia de Gaston Bachelard, relacionando as fases de constituição desta pesquisadora conectada aos quatro elementos (água, terra, fogo e ar). A pesquisa considerou o contexto dos/as ciganos/as Kalon para entender a identidade, os hábitos, os habitats vivenciados e os desafios de ser cigano/a Por meio da realização de entrevistas abertas com ciganos/as Kalon, compreendemos como eles percebem a emergência climática e como o processo de destruição ambiental impacta a vida cigana. De acordo com os diálogos realizados com os ciganos e ciganas Kalon, os colapsos climáticos comprometem a sobrevivência, havendo uma brusca interferência negativa na construção dos saberes ciganos. Além dos prejuízos de ordem física, eles também enfrentam a discriminação, o preconceito, o racismo e a dificuldade de inclusão social. Se outrora os/as ciganos/as eram conhecidos como andarilhos, este cenário está em plena mudança, já que a destruição ecológica intervém na vida nômade, historicamente intrínseca nos modos de viver dos ciganos e ciganas. A pesquisa sustentou a tese de que é preciso dar visibilidade à existência cigana, que não resiste somente aos preconceitos culturais, mas é igualmente impactada pelas dimensões climáticas e ambientais. Assim, a tese em educação ambiental buscou promover o debate sobre a justiça climática, ou seja, construir caminhos pedagógicos para que as políticas públicas sejam mais sensíveis à inclusão social e à proteção ecológica, permitindo que os grupos ciganos consigam manter a autonomia de vida, tanto em seus territórios fixos, ou naqueles territórios percorridos na longa travessia de fazer, pensar, sentir e ser cigano/a.


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Contexto Educacional