Título

Comportamento ecológico dos licenciandos em química: uma proposta de curso para Educação Ambiental

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Yuly Andrea Paez Martin
Nome do(a) orientador(a)
Irene Cristina de Mello
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Há décadas, as condições ambientais locais e globais exigem mudanças nas condutas humanas, pois muitos estudos apontam que o homem é o principal responsável pela deterioração atual dos recursos naturais (Arias, 2016; Cifuentes-Ávila et al., 2018; Sandoval, 2012), sendo que o seu Comportamento Ecológico (CE) pode alterar o equilíbrio dos
processos biológicos, químicos e físicos do meio ambiente. Logo, é indispensável conhecer e melhorar as ações antropológicas com o propósito de mitigar (ou frear, se possível) os danos causados pelo estilo de vida consumista da sociedade moderna. E, a Educação Ambiental (EA) se constitui em uma estratégia pedagógica adequada para transformar os costumes humanos em comportamentos mais sustentáveis que permitam a preservação do estado natural do meio ambiente por mais tempo. Nesse sentido, essa dissertação teve como objetivo conhecer o CE e a formação ambiental dos licenciandos em Química da UFMT campus Cuiabá (Brasil) a fim de contribuir com a melhora dessa formação. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica sobre as temáticas relacionadas ao CE e à EA. A metodologia está ancorada em uma abordagem epistemológica crítico-dialética, que defende a capacidade crítica, revolucionária e transformadora da sociedade, em que se faz necessário não somente conhecer o problema, mas agir para resolvê-lo. A presente pesquisa se sustenta em dois pressupostos: 1) o Comportamento Ecológico não é inato, pode ser aprendido, internalizado e
tornar-se parte da vida cotidiana; e 2) a Educação Ambiental influencia positivamente o Comportamento Ecológico das pessoas. Considerando ambos os pressupostos, formulou-se a seguinte pergunta de investigação: qual o Comportamento Ecológico e a formação ambiental dos licenciandos em Química da UFMT? Para respondê-la valeu-se da pesquisa de natureza mista, qualitativa e quantitativa, que indagou sobre as condutas ambientalmente corretas dos estudantes de graduação, utilizando a Escala de Comportamento Ecológico (ECE) formulada por Pato e Tamayo (2006), um questionário sobre a formação ambiental e entrevistas semiestruturadas com 10 futuros professores de Química. Os dados foram analisados pela triangulação metodológica que permitiu observar as convergências, complementações e divergências entre eles: a formação no tange a EA ainda é incipiente na licenciatura nem na UFMT; o CE dos licenciandos foi de 3.16 numa escala de 1 a 6; os fatores específicos mais fortes foram limpeza urbana e economia de água e energia; os mais fracos foram consumo-ativismo e reciclagem, pelo que a proposta pedagógica foi elaborada focando-se nesses fatores como problemas do CE (consumismo, descarte inadequado de resíduos, desperdício de recursos e poluição urbana e rural); a maioria das divergências foi encontrada entre o projeto pedagógico do curso e os resultados dos instrumentos aplicados; a intensidade horária em educação ambiental durante a graduação é mínima e insuficiente para gerar mudanças no CE de seus alunos; é urgente priorizar o ensino da correta separação de substâncias em laboratório, bem como incluir a reciclagem de materiais a partir de sua transformação física e química. Por fim, sugere-se avaliar o CE de acordo com o ciclo de consumo, uso e descarte dos recursos, adicionando um quarto fator relacionado à coexistência entre humanos e outros seres vivos, pois eles também fazem parte do seu ambiente.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular