Título

Curtas-metragens amazônicos: possibilidades para discutir educação ambiental na escola

Programa Pós-graduação
Linguagens e Saberes na Amazônia
Nome do(a) autor(a)
Gesse Antonio da Silva Conde
Nome do(a) orientador(a)
Sandra Nazare Dias Bastos
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A utilização de filmes de animação como recurso didático tem sido cada vez mais explorada
em sala de aula, nos mais variados campos do conhecimento, e tem contribuído para a
participação mais ativa dos estudantes em sala de aula, uma vez que eles costumam ter boa
aceitação desse tipo de metodologia. A inserção da Educação Ambiental no currículo escolar
busca promover a ampliação das relações que podem ser estabelecidas com o ambiente,
promovendo a constituição de sujeitos críticos, que possam problematizar e refletir sobre suas
escolhas e avaliar suas consequências. A presente pesquisa se propõe a discutir o potencial
de curtas metragens de animação, produzidos na região amazônica, para explorar questões
ambientais na Educação Básica, visando despertar o interesse e sensibilizar estudantes em
relação ao contexto socioambiental no qual estão inseridos. Trata-se de uma pesquisa
qualitativa de caráter interdisciplinar que articula saberes do campo da educação, linguagens,
currículo, educação ambiental e da formação de professores. Selecionamos cinco animações
que fazem parte do acervo da Cinemateca Paraense: Cadê o verde que estava aqui? (2004);
O menino urubu (2006); O rapto do peixe-boi (2009); A onda – Festa na pororoca (2003) e A
revolta das mangueiras (2004), que foram apresentados a professores estagiários vinculados
a dois programas de iniciação à docência: Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à
Docência (PIBID) e Programa Residência Pedagógica (PRP), para que pudessem avaliar o
potencial desse material em sala de aula. Nesse caminho, foram elaborados roteiros,
relacionando os principais conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais (ZABALA,
1998) selecionados após a análise dos curtas metragens a partir da oficina “curtas-metragens
de animação para discutir educação ambiental” na qual os filmes foram apresentados e
discutidos. Em seguida, para avaliar o potencial dessa metodologia, responderam os
professores estagiários responderam a um questionário semiestruturado com cinco
perguntas. A organização e análise dos dados obedeceram às etapas descritas para análise
de conteúdo de Bardin (2016). Participaram da Oficina 20 professores estagiários e foram
elaborados cinco roteiros, um para cada curta metragem. De uma forma geral o material
produzido ao longo da oficina levanta questões ambientais muito importantes, tais como:
descarte correto de resíduos sólidos, aterro sanitário, biodiversidade, desmatamento, uso
sustentável dos recursos naturais, linguagem regional (sotaque), identificação de espécies,
poluição (ar, solo, água), conceito dos “Sete erres”, planejamento urbano e responsabilidades
sobre o patrimônio público. Em relação ao potencial dos curtas metragens para Educação
Ambiental os professores estagiários sinalizam que, embora não tivessem conhecimento
desse material em particular, ele se mostra promissor por ser um instrumento que permite
discutir as questões ambientais a partir de um contexto familiar ao estudante. Podemos dizer
que esta pesquisa, além de visibilizar parte da produção cinematográfica regional contribuiu
para a produção de conhecimento na área das Ciências Humanas, mais especificamente no
campo do currículo e da formação de professores, produzindo material didático que pode ser
utilizado em sala de aula para potencializar o processo de ensino-aprendizagem na região
amazônica.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular