Título

A experiência estética na natureza: potencialidades da educação ambiental em unidade de conservação

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Emiliana de Almeida Verges
Nome do(a) orientador(a)
Valeria Ghisloti Iared
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

A presente pesquisa tem como temática de interesse a experiência estética nas unidades de conservação da natureza. Para isso, tem por objetivo identificar potencialidades de uma unidade de conservação como espaços de experiências
estéticas da natureza com um grupo de educadores. A unidade de conservação escolhida como local de pesquisa foi o Parque Estadual Serra da Baitaca, localizado na região metropolitana de Curitiba e os participantes da pesquisa foram três educadores de diferentes áreas do conhecimento que possuíam afinidade com a caminhada. A experiência estética é aqui entendida como a dimensão sensível, sensorial, afetiva e perceptual, ou seja, uma maneira de ser-estar no mundo. Diante do exposto, formulamos a seguinte questão de pesquisa: “Quais experiências estéticas com a natureza podem ser oferecidas em unidades de conservação para a formação de educadores?”. Por enquadrar-se dentro da abordagem qualitativa, foram empregadas técnicas de produção de dados como a observação participante, estudos
móveis e entrevista. Esta opção se alinha com os pressupostos teórico-metodológicos da ecofenomenologia que fundamentam a pesquisa. A partir de triangulação dos dados, a organização dos resultados e discussão do trabalho encontram-se em forma de (eco)narrativas. Na sequência, apontamos dois aspectos emergentes no intuito de
responder à questão de pesquisa, são eles: práticas de educação da atenção e práticas corporais de aventura. Ademais, nas considerações do trabalho, argumentamos que, apesar do estudo contribuir com possibilidades de práticas que propiciem experiências estéticas nas unidades de conservação, existem outras materialidades como as mudanças do clima e o investimento público nas unidades de conservação que afetam a corporeidade da experiência. Por fim, reafirmamos que o aspecto do movimento através das práticas de educação da atenção e das práticas de aventura na educação ambiental é uma escolha de imersão na pesquisa como forma de resistência, valorização do mundo mais-que-humano e uma possibilidade de corresponder com as materialidades, um caminho do vir a ser sensível e político ao
engajar os corpos no mundo.


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Contexto Educacional