Título

Educação ambiental crítica decolonial em dialogicidade com o Direito e suas manifestações de insurgência: miradas para enfrentar o racismo ambiental na América Latina

Programa Pós-graduação
Educação Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Bernard Constantino Ribeiro
Nome do(a) orientador(a)
Vanessa Hernandez Caporlingua
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2023
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Este estudo parte de uma
compreensão de que a escrita ontoepistemológica possibilita uma virada na leitura
e problematização do mundo, se se considerar que há uma relação de interdependência e imbricação daquele
que an a lis a e daquilo que é analisado. Se trata, portanto, de uma tese doutoral que é pensada e escrita em
primeira pessoa, por mim, um homem negro intelectualizado , jurista e pesquisador, fruto de toda uma
política pública de ações afirmativas, no sul do Rio Grande do Sul, na Universidade Federal do Rio Grande
FURG, no âmbito da pós graduação, para acesso, permanência e finalização do ciclo investigativo
formativo decolonial de um ser no, com e para o mundo. A mesma versa sobre a Educação Ambiental
Crítica Decolonial em dialogicidade, comunicabilidade e horizontali dade epistemológica com o Direito e
as suas manifestações de insurgência, numa perspectiva de enfrentamento do Racismo Ambiental na
ambiência latino americana. A través d e minha inserção contextualizada da trajetória ontoepistemológica,
reconecto dimensões outror a dispersas, mas que agora podem contribuir na transformação necessária e
pertinente da realidade socioambiental , degradante e prejudicial a todos, em especial, dos sujeitos
vulneráveis. O escopo central se condensa, portanto, na investigação de como se processa a relação entre a
Educação Ambiental Crítica, o Direito com suas manifestações de insurgência, a Decolonialidade e a sua
pertinência com a construção de potencialidades críticas e irruptivas que permitam o enfrentamento do
Racismo Ambiental na América Latina com ênfase práxica e reflexiva no caso do Brasil e da Colômbia .
Para isso, especificamente, me propus na articulação dos lineamentos teórico discursivos e contra
hegemônicos da Educaçã o Ambiental e do Direito em conectividade com a Decolonialidade, constituindo
assim um arcabouço teórico metodológico e ontoepistemológico em torno da existência deste afinamento;
bem como a transposição da pesquisa do estágio doutoral no exterior para a t ese, conectando a identificação
da multidimensionalidade e incidência do racismo ambiental no espaço latino americano; e, por fim a
construção de um caldo práxico dialógico e decolonial na Educação Ambiental Crítica e no Direito com
suas manifestações de i nsurgência, para enxergar outras possibilidades que mirem e considerem a
historiografia latino americana nas respostas aos problemas. Para empreender tal intencionalidade expressa
e irruptiva, me valho em todo o escrito do método (antimétodo) analético de Enrique Dussel, que confere
legitimidade, densidade e robustez a este trabalho, na medida em que traz a historiografia da história la tino
americana como central no processo de compreensão, assentamento e reflexão sobre nossas problemátic a s,
que são avoluma das e candentes. As respostas e os enfrentamentos são possíveis se se promover uma
escovação a contrapelo desta história, na concepção de Walter Benjamin, pois é no não dito, no escondid o ,
no invisibilizado em que se encontra as nuances e as justificativas injustificáveis para as barbáries . Ademais,
não há como desvencilhar ou mesmo retirar de todo esse processo constitutivo dialógico crítico a
imbricação e determinação do capitalismo e de sua conformação /viabilidade/imposição sociojurídica e
neol i beral , repetidamente pautada na necropolítica e no existir reexistir e o reafirmar do estado racial , e de
tudo que dele implica . Ao passo que, em nove considerações fervilhantes, condens o o que entendo se r
pertinente com este trabalho em sua totalidade irruptiva.


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