Título
A denúncia da guerra híbrida no anúncio da educação ambiental
Parti da hipótese que o Brasil está em Guerra e que poucos conhecem ou reconhecem este fenômeno. Esta pesquisa teve como objetivo conhecer melhor os fenômenos da Guerra Híbrida, para sustentar a tese de que o país vive esta guerra de quarta geração e, essencialmente, buscar expressar que, embora invisibilizado, a dimensão ambiental é o núcleo deste intrincado sistema chamado Terra. O ambiente está sempre em disputa na arena dos conflitos financeiros, porque os poderosos reconhecem que o grande lucro é provido pela natureza. O aporte metodológico foi ancorado na Cartografia do Imaginário de Michèle Sato, que por meio da ressignificação da Fenomenologia de Bachelard, a autora convida o pesquisador a exercer o rigor científico ao mesmo tempo em que estimula a reinvenção dos caminhos para construção da pesquisa. O diálogo com educadores que primam pela dimensão política da educação ambiental foi passo necessário à reserva epistemológica, por este motivo entrevistei seis educadores ambientais. A Guerra Híbrida vivenciada no Brasil
é operacionalizada na tecnosfera e busca garantir o espraiamento do capital por meio da dominação cultural, doutrinação educativa e domínio dos componentes naturais. Materializada de modo silencioso, utiliza-se de diversificado arsenal, em que destaco: movimentos populares, produção de fake-news, lawfare, uso de redes sociais,
manipulação midiática, guerra não convencional, operações psicológicas e negacionismo. Na dimensão da tecnosfera são realizados dois movimentos simultâneos: 1. A materialização da guerra híbrida para garantir exploração dos
elementos bióticos e abióticos; e 2. A busca eloquente para alcançar a infinitude da vida, ambos marcados pelo desejo de perpetuação do biopoder. Neste caminho, sustento que, a EA decolonial pode, por meio de táticas de resistência e esperançares, oferecer significativas contribuições para o enfrentamento da guerra híbrida no Brasil.