Título
Diálogos entre Educação Ambiental e Educação Inclusiva: Uma análise a partir de dissertações e teses brasileiras
De acordo com o Censo Escolar de 2021, o percentual de estudantes com deficiência, transtornos do espectro autista ou altas habilidades matriculados em classes comuns tem aumentado gradualmente na maioria das etapas de ensino. Os estudantes estão presentes nas redes escolares estaduais, municipais e particulares, nas mais variadas etapas e níveis de ensino, cursando diversas disciplinas, assim como tendo contato com a Educação Ambiental, garantida por lei como componente essencial e permanente da educação nacional em todos os níveis e modalidades de ensino. Neste sentido, este estudo tem por objetivo investigar os diálogos entre Educação Ambiental e Educação Inclusiva em estudos brasileiros. Para tal, desenvolvemos uma pesquisa descritiva-exploratória de revisão sistemática através do levantamento de teses e dissertações brasileiras defendidas em território nacional, sem recorte temporal e disponíveis nas plataformas da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia e no Banco ou Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. A análise dos trabalhos selecionados apoiou-se em descritores gerais e específicos. Foram selecionados dezenove trabalhos, sendo uma tese, duas dissertações de Mestrado profissional e dezesseis dissertações da modalidade de Mestrado acadêmico. O primeiro trabalho foi defendido em 2006. As instituições públicas de ensino superior foram as que mais contribuíram com trabalhos, assim como as regiões Sudeste e Sul foram a que mais apareceram como localidades das instituições de ensino sede dos programas de pós-graduação nas quais os trabalhos selecionados foram defendidos. Foi possível observar que a maior parte dos autores e autoras estão sensíveis à diferenciação do campo da Educação Ambiental, porém a maior parte não declara identificação com uma concepção específica, os autores e autoras estão perceptivos à ideia de inclusão efetiva e que para atingi-la são necessárias mudanças no ambiente educacional, entretanto foi possível identificar passagens capacitistas, e que a maioria das propostas das pesquisas foi discutida de forma transversal, conforme orientações tando dos documentos e EA como de EI. Com esta iniciativa, esperamos ter contribuído com a análise de como tem sido estabelecido o diálogo entre a Educação Ambiental e a Educação Inclusiva e que a presente investigação seja ponto de partida para aproximações ainda mais estreitas entre os campos e futuras pesquisas na área.