Título
Entrelugares da educação estética e educação ambiental
Esta pesquisa, vinculada ao Grupo de Pesquisa “Cultura, Escola e Educação Criadora” e à Linha de Pesquisa “Cultura, Tecnologia e Aprendizagem” da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com Bolsa financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), tem como tema a educação estética e a educação ambiental. A questão de pesquisa é: Quais são os entrelugares entre a educação estética e a educação ambiental? Para responder a essa questão, delineou-se como objetivo geral explorar os entrelugares entre a educação estética e a educação ambiental. Como objetivos específicos, definiu-se: cartografar o conceito de educação estética e de educação ambiental; problematizar o conceito de experiência; e explicitar as potencialidades entre a educação estética e a educação ambiental a partir de obras de arte contemporânea do acervo do Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho, Minas Gerais. A metodologia utilizada apresenta abordagem qualitativa, e o método aplicado para produção das potencialidades entre a educação estética e a educação ambiental foi a cartografia, segundo os estudos de Passos, Kastrup e Escóssia (2009). A pesquisa está fundamentada em estudos de Friedrich Schiller, Martin Heidegger, Jacques Rancière, Edgar Morin, Francisco Duarte Júnior, Paulo Freire, Michel Maffesoli, entre outros. Como resultados, aponta-se que os entrelugares entre a educação estética e a educação ambiental são cartografados na relação com o objeto de arte, que é conhecimento e pode educar estética e ambientalmente o sujeito quando este se permite fazer uma experiência com a obra, movimento nomeado, neste estudo, de “Educação estético-ambiental”. Esta representa um fator para o desenvolvimento humano e social, especialmente pela sua finalidade humanista e libertária. O entrelugar da educação estética e da educação ambiental é o lugar de estranhamento onde o sujeito movimenta razão e sensibilidade, desenvolve autonomia intelectual e se integra no planeta de forma que não perceba a natureza como algo fora de si. O sujeito, então educado, reflete sobre o mundo e constrói as respostas para viver de forma plena e sustentável, ele reconstrói a realidade. Esse movimento aciona saberes sensíveis e inteligíveis, amplia o entendimento e estado de ser-no-mundo, promove uma educação transdisciplinar, aviva a imaginação e oportuniza a emancipação.