Título
Educação ambiental: os impactos da resistência antimicrobiana na saúde ambiental e pública.
Conforme o apontado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, os medicamentos são resíduos químicos com fácil possibilidade de disseminação de doenças e de desenvolvimento de resistência antimicrobiana quando descartados em locais inadequados, podendo afetar o meio ambiente e os seres vivos de modo geral com problemas que vão desde a poluição ambiental ao desenvolvimento de resistência das bactérias aos medicamentos já existentes, tanto para seres humanos quanto para animais. Estima-se que o Brasil produza cerca de 30 mil toneladas de resíduos provenientes do descarte inadequado de medicamentos (ANVISA, 2016), fator que colabora para o crescimento e manutenção da resistência antimicrobiana, e grande parte da culpa de tal realidade é tida pela escassez de projetos e estudos voltados à conscientização da população leiga sobre as maneiras corretas de se realizar o descarte dos fármacos. Com isto em mente, o trabalho se justificou por esta escassez de estudos voltados à Educação Ambiental focada no descarte de fármacos e da RAM nas escolas do país. Desta forma, foi pretendido,
com este trabalho, alcançar os objetivos referentes à Educação Ambiental dentro do tema “descarte adequado dos antimicrobianos”, bem como colaborar para a conscientização no âmbito escolar sobre a importância do descarte correto de medicamentos através de ações educativas em um colégio particular de Três Corações, Minas Gerais; ao fim do trabalho, foi elaborada uma cartilha educativa, visando contribuir com importantes informações dentro do tema para melhor capacitar os leigos na busca de encorajar a adoção de atitudes simples que podem reverter outras mais agressivas e danosas à saúde humana, animal e terrestre.