Título
Educação Ambiental-Sexual para Emancipação do Ser: Pressupostos e Propostas
Esta pesquisa exploratória e propositiva foi uma continuidade dos estudos da
Doutoranda - sob um olhar pedagógico acercas das interconexões de Meio Ambiente
e Sexualidade - vinculada aos Grupos, do PPGE UDESC, NAPE – Didática e
Formação Docente e EDUSEX – Formação de Educadores e Educação Sexual. A
investigação ancorou-se na problemática sobre uma Educação que voltada ao
sistema capitalista expressa uma ótica sobre Meio Ambiente e Sexualidade repleta de
tabus e falta da consciência do coletivo e de pertencimento próprio para com o Planeta
Terra gerando alienação e violências com sequelas de destruição. Então teve-se
como objetivo central a criação da Educação Ambiental-Sexual para Emancipação do
Ser - EASES visando a conscientização crítica-amorosa sobre as interfaces de Meio
Ambiente e Sexualidade. Para tal foram delineadas as seguintes ações: o
apontamento de aportes e pressupostos teóricos; o desenvolvimento e a socialização
de propostas metodológicas e de materiais pedagógicos; a construção de uma
comunidade virtual; a produção de conteúdos para as redes sociais online; a
sistematização de uma base de dados e a democratização de conhecimento científico,
também como contribuição à Educação Sexual Emancipatória preconizada pelo
Grupo EDUSEX; e a proposição de um curso online para formação docente. Desta
maneira, documentos e cúmplices teóricas/os foram revisitadas/os e as redes sociais
online da Pesquisadora de Meio Ambiente e Sexualidade foram reformuladas
tornando-se um campo investigativo acerca do espaço educativo virtual. Sob a pauta
da análise de conteúdo de Bardin (1988) uma gama de materiais e recursos
educativos foram pesquisados para os desenvolvimentos teóricos-metodológicos da
EASES e as construções de conhecimentos sobre a formação do Ser em Inteireza,
refletindo sobre um fazer científico holista em elo com materialismo histórico-dialético,
pautando-se nas relações dialéticas Eu, Outro(s), Mundo. Dentre os resultados
obtidos ficaram evidenciadas as possibilidades dos usos das redes sociais online
como espaços formativos e a importância de Ser voz ativa nos diferentes ambientes
virtuais para publicização de pesquisas científicas. A democratização de
conhecimentos críticos-amorosos, sobretudo, por meio dos conteúdos e dos materiais
pedagógicos desenvolvidos e disponibilizados nas redes da Pesquisadora tornaramse expressão da urgência para aberturas de diálogos de sensibilização sobre as
dimensões ambientais e sexuais, ainda mais quando refletimos sobre paradigmas
emancipatórios.