Título
As ressignificações metodológicas da cartografia do imaginário nas pesquisas em educação ambiental
Este estudo tem foco na metodologia de pesquisa em Educação Ambiental, com especial consideração à Cartografia do Imaginário, que foi publicada em 2011 pela professora e pesquisadora Michèle Sato. Das 80 dissertações e teses presentes no banco de teses do blog do GPEA, a vasta maioria tem a epistemologia conectada com a fenomenologia. Destas pesquisas fenomenológicas, 26 trabalhos já foram finalizados e 11 estão em andamento (total de 37 pesquisas) por meio da Cartografia do Imaginário, metodologia inspirada na essência de Gaston Bachelard. Os elementos água, terra, fogo e ar são os substratos fenomenológicos à maioria das investigações científicas construídas no GPEA. Busquei compreender de que maneira a metodologia foi ressignificada, já que ela provoca que seja reinventada e que cada pesquisador/a crie os próprios caminhos da investigação. Mantendo os princípios da fenomenologia, cada pesquisador/a deve ressignificar os caminhos da práxis, em diálogos com a abordagem temática, talentos específicos das áreas do saber, procedimentos e outros enredos que estejam em consonância com a fenomenologia do imaginário. Além de estudar estes trabalhos, realizei 8 entrevistas com estudantes que já concluíram suas pesquisas. Os resultados revelam que a ressignificação metodológica, com inovação própria, é concomitantemente trabalhosa e prazerosa: difícil, porque exige uma reinvenção, mas por isso mesmo bela, porque é reconstruída em ressonância com os sonhos oníricos de cada pesquisador/a. Os detalhes da criação, sentimentos e racionalidades originadas pelas pesquisas são atributos debatidos ao longo da dissertação.