Título
A formação de quadros profissionais para o desenvolvimento de CT&I: a educação ambiental como perspectiva
Esta pesquisa foi desenvolvida a partir do entendimento da relação dialética entre natureza e
sociedade. Meio ambiente, CT&I, desenvolvimento e educação foram imbricados na
abordagem dos fundamentos das políticas públicas como instrumentos de promoção de direitos
por meio da ação dos governos, ao se analisar a importância da Educação Ambiental escolar
como um ativo para a formação científica na Educação Básica. Inserida na educação formal, a
Educação Ambiental é considerada um espaço formativo ímpar para o desenvolvimento do
senso crítico, da criatividade, da reflexividade e da integração de saberes necessários ao diálogo
do conhecimento científico com outras formas de “ler” o mundo. Nesse sentido, questionou-se
acerca da existência (ou não) de pontos de interseção entre as Políticas Públicas de Educação
Ambiental, Educação Básica e de CT&I no Brasil, e em específico no Estado do Tocantins, que
possibilitem a Educação Ambiental, enquanto estratégia governamental, ser uma perspectiva à
composição futura de quadros para o SNCTI. Trata-se de um estudo de caso, em que a política
de Educação Ambiental é delimitada como “unidade-caso” de forma intencional no contexto
de uma pesquisa indutiva, aplicada quanto à sua finalidade e de natureza quali-quantitativa
quanto aos dados levantados, que articula diferentes metodologias em torno de uma
investigação que envolve dois desafios contemporâneos: o desenvolvimento da CT&I e a
conservação ambiental. Os resultados encontrados permitem demonstrar que a Educação
Ambiental pode vir a ser uma perspectiva para a formação de futuros profissionais para atuação
no setor de ciência e tecnologia, desde que, considerando-se seus princípios e objetivos, sejam
envidados esforços em um conjunto de políticas públicas que atuem sincronicamente para
elevar o conjunto capacitário da população como um todo, com reflexos para a apreciação,
valorização e reconhecimento da ciência e da tecnologia como um fator de desenvolvimento
sustentável. Assim, promover a interface entre as políticas públicas relacionadas à educação e
educação ambiental no contexto da revisão das estratégias de CT&I para a efetivação do SNCTI
deverá ser meta para um país que se quer próspero. A formação de recursos humanos para áreas
estratégicas de inovação não pode ficar à mercê de incertezas, tendo-se em vista a complexidade
das dinâmicas sociais, políticas e econômicas que desafiam a criação de soluções para os
problemas socioambientais contemporâneos, o que requer direcionamento das políticas com
vistas a dimensionar o peso de uma agenda efetiva e robusta de formação que permita ao país
se posicionar melhor no futuro.