Título

Arqueologia antropofágica em rotas não lineares: narrativas educacionais reveladas no Sertão Maranhense

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Leonardo Mendes Bezerra
Nome do(a) orientador(a)
Marcos Antonio dos Santos Reigota
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Privada
Resumo

Caminhar por entre devires, (des)encontros, histórias e memórias dos sertanejos na e fora da universidade fizeram vir à tona os atravessamentos das ações cotidianas do pesquisador-conversador no chão sertanejo dos municípios maranhenses de Balsas, Riachão, Carolina, Tasso Fragoso, São Raimundo das Mangabeiras, Loreto, Fortaleza dos Nogueiras e Grajaú. Os devires no cotidiano da educação impulsionaram reflexões intensificadas no convite-provocação: “Como sentir-pensar antropofagicamente a arqueologia educativa no/do sertão maranhense frente à
expansão do agronegócio?” Para o atendimento desse convite, encontram-se as narrativas das rotas arqueológicas do cotidiano vivido, pensado e compartilhado na relação eu-tu-nós em espaços escolares e não escolares e nas suas várias conexões com a educação sertaneja, inspirado na perspectiva ecologista de educação. Nessa seara, relatos vividos, ouvidos, compartilhados e sentidos em vários cotidianos ancoraram-se na arqueologia antropofágica em intensidades de produzir sentidos que considerou as teorias, as poesias, as músicas, as imagens e também os documentos públicos para fortalecer as tramas reveladas em cartas bio:gráficas e micronarrativas ficcionais que resultaram na exposição de três rotas arqueológicas que compõe a tese: 1. Silêncios declarados em terras distantes; 2. Nos rastros da educação sertaneja; 3. Fragmentos cotidianos das escolas sertanejas. Nessas três rotas arqueológicos, apresentam-se narrativas focadas em expor espaçostempos descobertos pelo pesquisador. Na primeira rota, expuseramse os caminhos para a construção da pesquisa; a arqueologia do pesquisador, que indica os temas geradores e uma arqueologia ecologista; os traços de transformações cotidianas dos sertanejos nas tramas de ocupação do espaço, desde o gado à consolidação do agronegócio. Na segunda rota, discute-se a arqueologia de um professor e o seu cotidiano, que se enlaça com o cotidiano educativo do sertão; as pistas reveladas pela história em uma revisão bibliográfica. Na terceira rota, apresentam-se os fragmentos do cotidiano da educação sertaneja no viés das escolas pensadas na cidade para o sertão; as escolas pensadas no sertão para o sertão, fruto de resistências e com uma proposta pedagógica da alternância. Os resultados evidenciaram que a educação das escolas pensadas na cidade para as comunidades sertanejas, apesar de algumas peculiaridades acertadas – como professores comprometidos com a realidade do sertão, a participação intensa da família, a existência de salas (multi)seriadas e professores que inspiram estudantes a serem professores – tem fortes ligações com a educação rural, por (re)produzir o modelo de educação da cidade. Já a educação pensada no sertão para o sertão, cuja identidade está erigida na Pedagogia da Alternância, tem se transformado e a ideologia do agronegócio tem avançado aos poucos para os cotidianos escolares. Os encontros bibliográficos com as produções de sentidos não
tem a intensão de concluir a pesquisa e sim de trazer uma reflexão para as possibilidades de outras ações investigativas para deglutir outros cotidianos com os sertanejos.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular