Título
Cartografia social de percepção de risco geológico no ensino de Geografia: espacializando os riscos socioambientais na Ilha de Outeiro, Belém -PA
Hoje é essencial que todos conheçam os perigos, calculáveis ou não, que ameaçam o ser humano
(VEYRET, 2007). A Ilha de Caratateua (Outeiro) em Belém/PA passa por processos erosivos
de ordem costeira, causando prejuízos ambientais e materiais. No local foram identificados três
pontos de monitoramento o que levou a interdição de alguns trechos da via Beira Mar, conforme
recomendação do SGB/CPRM. A pesquisa traz a elaboração de uma cartografia social
participativa, com o objetivo de espacializar os riscos socioambientais do trecho mencionado e
suas percepções de risco geológico com estudantes da EMEFM Prof. Eidorfe Moreira,
localizada no bairro de São João de Outeiro. Uma das problemáticas está na dificuldade de
encontrar metodologias e materiais didáticos sobre áreas de riscos de deslizamento de terra
voltados para o contexto e escala da realidade amazônica. O objetivo dessa pesquisa é aplicar
uma cartografia social de percepção de risco de deslizamento de massa com mapeamento
através da cartografia socioambiental. A aplicação da metodologia de pesquisa se constituiu de
5 (cinco) etapas básicas conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres
Naturais (Cemaden) de forma adaptada em contextos educacionais, sendo elas; fase
preparatória; explicação sobre os riscos ambientais; leitura da base cartográfica; produção do
mapa temático da percepção de riscos ambientais; reflexão sobre as fragilidades do lugar. Esta
proposta tem como base teórica o Decreto do Governo Federal, n° 5.376, de 17 de fevereiro de
2005, artigo 13, inciso VII, de promover a inclusão dos princípios de defesa civil, nos currículos
escolares, proporcionando todo apoio à comunidade docente no desenvolvimento de material
pedagógico-didático para esse fim. Da educação ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer
CNE/CP nº 14/2012. Da Resolução CNE/CP nº 2/201218), Do Decreto nº 4.281, de 25 de junho
de 2002, que dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e institui a Política
Nacional de Educação Ambiental (PNEA). Os resultados da Cartografia Social de
espacialização dos riscos socioambientais ampararam a materialização do pensar e agir por
meio de metodologias que incorporam a participação ativa nas análises de mapas, fotografias,
entrevistas, tabelas e gráficos, tornando mais significativa para estudantes, pondo-se em prática
a avaliação formativa, na qual o aluno torna-se sujeito de sua aprendizagem e o professor
assume o papel de mediador do processo, pois acompanha todos os passos do educando,
podendo auxiliá-lo em suas dificuldades.