Título
A formação continuada para professores das ilhas do litoral paranaense: uma análise a partir da educação ambiental
Esta pesquisa tem por objetivo compreender como se dá a formação continuada dos professores dos Colégios Estaduais do Campo das Ilhas do Litoral Paranaense à luz da legislação vigente e as inferências da Educação Ambiental nestas normativas. Considerando que as questões ambientais, bem como a presença da Educação Ambiental (EA) nos contextos escolares são de suma importância para a discussão da necessidade de mudança em nossa relação com a natureza, a formação de professores numa perspectiva ambiental merece considerável atenção. A análise pauta-se na formação continuada dos professores que atuam nas Ilhas, bem como documentos norteadores que respaldam a Educação Ambiental no contexto escolar e na Proposta Pedagógica das Escolas das Ilhas do Litoral Paranaense (2009), que ajusta os currículos para atender as demandas específicas no contexto da insularidade e seus modos de vida. Dentre tais documentos estão presentes a Política Estadual de Educação Ambiental e o Projeto Político Pedagógico (PPP) das Instituições. O estudo investiga quais são as formações destinadas aos professores que atuam em contexto insular, como também analisa o amparo legal em termos da formação continuada e da presença da EA nestas normativas. O aporte teórico apoia-se na concepção crítica da Educação Ambiental para fazer a discussão dos dados coletados por meio de entrevistas, análise bibliográfica e análise documental, utilizando-se da triangulação de dados para arguição dos mesmos. Os dados obtidos permitiram uma análise sobre a presença da EA nestas normativas que amparam a formação continuada, o que sinalizou a ausência e invisibilidade da mesma, mesmo sendo uma questão pertinente visto as contradições do modelo de hegemonia econômica adotado, que tanto reflete nas desigualdades socioambientais. A pesquisa contribui, neste sentido, para a reflexão sobre a formação de professores no contexto insular, bem como faz uma denúncia da não presença da EA nestas formações, o que corrobora para a invisibilidade da mesma num contexto onde questões socioambientais são pertinentes à discussão.