Título

O ensino formal na Ilha de Bubaque (Guiné-Bissau): contribuições da educação ambiental em perspectiva crítica na transformação socioambiental local

Programa Pós-graduação
Educação: Teoria e Prática de Ensino
Nome do(a) autor(a)
Loriana Guimaraes Borges do Canto Moreira
Nome do(a) orientador(a)
Vanessa Marion Andreoli
Grau de Titulação
Mestrado Profissional
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Essa pesquisa parte da realidade cotidiana da educação formal de uma escola da Ilha de Bubaque (Guiné-Bissau) e consiste em um estudo de caso de enfoque qualitativo e natureza descritiva interpretativa. A partir da questão norteadora “De que maneira a Educação Ambiental pode contribuir para a construção de um caminho de transformação socioambiental em Bubaque através da escola local que promova, ao longo dos anos, sentimento de responsabilidade e pertencimento que resultem em preservação dos recursos naturais e autonomia socioeconômica da comunidade?”, emergiram novos questionamentos que se desdobraram nos objetivos geral e específicos. O objetivo geral visa apontar as possíveis contribuições da Educação Ambiental articulada à educação formal na ilha de Bubaque (Guiné-Bissau) para a construção de um caminho de protagonismo comunitário local. Os objetivos específicos, são: i) Caracterizar o ensino formal na ilha de Bubaque trazendo a importância da escola para o contexto local; ii) Identificar junto aos docentes atuantes na escola local de Bubaque se há práticas pedagógicas de Educação Ambiental na escola e de que maneira se dão essas práticas; iii) Refletir sobre os desafios enfrentados pela escola no que tange a implementação da Educação Ambiental na escola junto à comunidade insular de Bubaque. As ferramentas metodológicas escolhidas, foram: análise documental, questionários e entrevistas semiestruturadas para a coleta dos dados. Para a análise, interpretação dos dados e descrição do fenômeno, foi realizada análise a partir da Educação Ambiental em perspectiva crítica e do Pensamento Complexo como aportes teórico-metodológicos. A análise documental se deu por revisão documental e bibliográfica para levantamento de legislações, decretos e demais documentos que fornecessem informações sólidas quanto à educação formal de Guiné-Bissau e a contemplação (ou não) da Educação Ambiental no currículo educacional, bem como o para composição do recorte contextual educacional formal local. Os questionários foram aplicados a 11 docentes voluntários participantes, com o intuito de compreender como os profissionais da escola de Bubaque entendem a Educação Ambiental e como (e se) a Educação Ambiental se relaciona à sua prática diária, bem como identificar se há ações educativo-ambientais na escola e de que maneira ocorrem. Devido ao quadro pandêmico mundial do COVID-19, os questionários foram enviados via e-mail, aplicados pela direção da escola e devolvidos via WhatsApp em formato de registro fotográfico. A entrevista semiestruturada foi realizada com a diretora da escola pessoalmente em 2022, quando esteve em visita ao Brasil. Principais resultados: A construção do capítulo Reconhecimento da Realidade compreende à contextualização geográfica, histórica, social e educacional de Guiné-Bissau, do Arquipélago dos Bijagós e da escola-alvo, denotando a relevância substancial da escola nesse contexto. Reconheceram-se práticas de Educação Ambiental na escola, tanto cotidianas quanto evento específico. Estas carecem de realinhamento, suporte e capacitação dos órgãos competentes. Há estreita relação dos problemas socioambientais e geopolíticos com as vulnerabilidades que afetam o sistema educativo. Os maiores desafios para implementação da Educação Ambiental se expressam no descaso do poder público, na falta de infraestrutura e saneamento básico e falta de incentivo e suporte necessários.


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