Título
Do lúdico ao empreendedorismo social: o Movimento Moeda Verde no Município de Igarapé-Açu-Pará, no período 2019 a 2022.
A crise ambiental, instalada no novo milênio, é um reflexo de atitudes que não tiveram as
respostas e soluções para os problemas causados pelas externalidades do sistema capitalistas.
Um desses dilema é ocasionado pelo lixo produzido após o consumo que, no caso brasileiro, a
lei nº 12.305/2010 estabelece regras, procedimentos e outros arranjos para a devida destinação
dos resíduos sólidos urbanos (RSU). Porém, o que se vê são ações desencontradas e adiamentos
constantes para seu efetivo cumprimento, agravando sobremaneira os descartes indevidos. As
consequências desses descartes irregulares são a contaminação da água e seus lençóis freáticos,
do solo com a variedade de metais pesados, assim como do meio ambiente amazônico, uma vez
que a fauna e a flora são extremamente sensíveis diante das agressões aos ecossistemas. A forma
como a sociedade tem se organizado para mitigar este grave problema ocorre através de ações
coletivas encabeçadas pelo terceiro setor, buscando a interação com o poder público por meio
de convênios e ações de educação ambiental. O caso do Movimento Moeda Verde (MMV) no
município de Igarapé Açu é uma alternativa de inovação na forma do empreendedorismo social,
de como lidar na solução e mitigação desses problemas, assim como suas contribuições para o
PMGIRS. O estudo teve como objetivo geral: Analisar as contribuições do Movimento Moeda
Verde para a redução da entropia e a implantação de políticas públicas socioambientais no
município de Igarapé Açu, no período de 2019 a 2022. A metodologia utilizada foi o Estudo de
Caso, com a Observação Participante, Entrevistas e Escala Likert. O estudo mostra que isso é
possível, apesar dos impactos causados pela pandemia mundial de SARS-COVID- 19, o MMV
conseguiu manter-se ativo e se transformando. Contribuindo de forma significativa para o
PMGIRS, elevando os percentuais de recolha de materiais recicláveis dos RSU de 0,6% para o
patamar 5,6%, sendo um dos maiores do Estado do Pará e da região Norte, ficando acima da
média nacional.