Título

Ecologia de saberes: da decolonialidade à formação do sujeito ecológico no território quilombola Brejão dos Negros, Sergipe

Programa Pós-graduação
Rede Nacional Para Ensino das Ciências Ambientais
Nome do(a) autor(a)
Marcio Eric Figueira dos Santos
Nome do(a) orientador(a)
Anezia Maria Fonseca Barbosa
Grau de Titulação
Mestrado Profissional
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Diante das inúmeras violências coloniais de bases epistêmicas, ontológicas e econômicas
originadas no paradigma da modernidade e que culminam na crise socioambiental, no
racismo (estrutural/ambiental), exploração, expropriação, desigualdade e fascismo social,
apagamento e desvalorização das histórias, saberes/conhecimentos, identidades,
cosmovisões tradicionais e dissociação entre o ser humano e natureza, compreender e tecer
caminhos a partir de um diagnóstico participativo e de uma Educação Ambiental
Crítica/Decolonial que auxilie na valorização e/ou construção de um ecossistema decolonial
para o bem viver nos territórios passa a ser o caminho para o estabelecimento de um ideal
ecológico, da interculturalidade, democracia e da justiça cognitiva e social. A pesquisa
desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Rede Nacional para Ensino das Ciências
Ambientais – PROFCIAMB, intitulada como “Ecologia de Saberes: da decolonialidade à
formação do sujeito ecológico no território quilombola Brejão dos Negros, Sergipe” teve
como participantes 29 pessoas das 30 vagas disponíveis para a faixa etária entre 12 e 80
anos da comunidade Santa Cruz, localizada no território quilombola Brejão dos Negros

(Brejo Grande - SE). Fiando toda metodologia a partir da aliança entre o Pós-
Estruturalismo, a Pesquisa-Ação e a Aprendizagem Baseada em Projetos, teve por objetivo

compreender as dinâmicas territoriais, saberes tradicionais e aspectos da
multifuncionalidade da agricultura camponesa da Comunidade Santa Cruz à luz da
decolonialidade e propor soluções ou propostas para os problemas, impactos e/ou injustiças
socioambientais, tendo como frutos o app EcoGuardiões da Comunidade e artefatos
produzidos pelos/pelas participantes. Observa-se na colcha de resultados que foi possível
auxiliar no processo de sensibilização/conscientização dos sujeitos e obter no processo de
aprendizagem e diagnóstico local desde a caracterização da área de estudo, as
especificidades socioambientais, produtivas, etnobotânicas e econômicas, até as carências
e potencialidades do Turismo de Base Comunitária, pertinentes à multifuncionalidade da
agricultura camponesa. Assim como indicar, idealizar e construir soluções ou propostas para
os problemas, impactos e/ou injustiças socioambientais, tendo como frutos, além do app, a
manifestação contra o racismo ambiental da ExxonMobil no território e um podcast voltado
ao debate e divulgação das potencialidades do Turismo de Base Comunitária e ao debate e
denúncia sobre ameaças e impactos socioambientais na região, sendo o primeiro episódio
com o foco no racismo ambiental da ExxonMobil.


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