Título

Temas geradores no ensino de Ciências como promotores da educação ambiental crítico-humanizadora na Educação de Jovens e Adultos

Programa Pós-graduação
Ensino das Ciências
Nome do(a) autor(a)
Rayanne Fernanda da Costa Melo
Nome do(a) orientador(a)
Monica Lopes Folena Araujo
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O ensino de ciências tem se apresentado como campo fértil para o fomento dos debates sobre as questões ambientais e deve se preocupar em estabelecer relações entre os conhecimentos discutidos e construídos com os impactos refletidos na sociedade. Neste contexto, o ensino de ciências e a Educação Ambiental (EA) surgem como ferramentas para o enfrentamento dos problemas socioambientais, colaborando para que os indivíduos possam construir valores, conhecimentos e habilidades que visem promover transformações da realidade, a partir de ações que levem à conservação do meio ambiente e à sustentabilidade. A importância de trazer as reflexões da EA para a escola se torna ainda mais pertinente quando o público é composto por pessoas que tiveram que abandonar o ensino regular para trabalhar. Geralmente, são pessoas que pertencem às classes sociais em situação de vulnerabilidade socioambiental, o que evidencia a exclusão social, como é o caso de grande parte dos estudantes da modalidade Ensino de Jovens e Adultos (EJA). Tendo em vista que há uma relação entre o que o ensino de ciências e a EA crítico-humanizadora buscam promover, bem como as necessidades formativas dos estudantes que estão na EJA, nos perguntamos: Como as questões ambientais podem ser “temas geradores” para o Ensino de Ciências, de modo a promover uma Educação Ambiental crítico-humanizadora na Educação de Jovens e Adultos? Respondemos à referida pergunta utilizando a pesquisa qualitativa descritiva, tendo como inspiração a pedagogia freiriana. Contamos com duas professoras de ciências do Ensino Fundamental da EJA (EFEJA), de uma escola da Rede Estadual localizada na Cidade de São Lourenço da Mata – Pernambuco (PE). As entrevistas semiestruturadas e observação foram os instrumentos metodológicos mobilizados para a coleta de dados. Buscando colaborar positivamente para as práticas educativas para o público da EJA desenvolvemos momentos formativos, de modo que possibilitassem, às professoras, vivenciar o trabalho dos temas ambientais como temas geradores. Para o tratamento e análise dos dados, nos pautamos na análise de conteúdo de Bardin (2011). Os resultados demonstraram que muitas são as dificuldades, pressões e desafios que surgem na caminhada do professor. Desafios que levam ao desestímulo, desumanização e à reprodução de práticas ambientais ingênuas. Apesar disso, constatamos a mudança de perspectiva acerca da dimensão crítico-humanizadora da EA. Além disso, conseguimos identificar que o público da EJA, apesar de sofrer diversas injustiças sociais, busca na educação os subsídios para realizar as transformações em sua realidade. Sendo assim, ficou evidenciado que a Educação Ambiental crítico-humanizadora colabora para a formação desses indivíduos que se posicionaram de forma crítica ao fazer a leitura da sua realidade, dando mais significado aos conteúdos vistos em sala de aula.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades