Título

Unidade de conservação, Câmara Temática de Educação Ambiental e diálogos com Espinosa: rumo às sociedades sustentáveis?

Programa Pós-graduação
Ciências e Tecnologias Ambientais
Nome do(a) autor(a)
Gabriela Albuquerque Lucio da Silva
Nome do(a) orientador(a)
Catarina da Rocha Marcolin
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Com a crise da modernidade, ditada pelo consumo alienante e uso inconsequente dos recursos naturais, políticas públicas ambientais foram necessárias para mediar a relação entre a natureza e a sociedade. Consideram-se o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC e a Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA duas dessas políticas. Neste trabalho, temos o estudo de caso de uma Unidade de Conservação - UC classificada como Parque Nacional (PARNA): o Parque Nacional do Pau Brasil (PNPB). Nosso objetivo geral é contribuir para a construção de sociedades sustentáveis através da análise de possíveis nexos entre a constituição de um colegiado socioambiental – Câmara Temática de Educação Ambiental (CTEA) – de uma Unidade de Conservação e o aumento da potência de agir deste coletivo e dos envolvidos no processo de sua constituição e de seu funcionamento. Potência de agir é um conceito trazido pelo filósofo holandês Espinosa, e constitui-se como referencial teórico analítico da pesquisa. A metodologia adotada foi o estudo de caso e foram usadas as seguintes ferramentas: triangulação, análise documental, entrevistas narrativas e a análise textual discursiva. Assim, respondemos à pergunta problema deste trabalho: “A constituição de um colegiado socioambiental, em uma Unidade de Conservação, pode aumentar a potência de agir dos envolvidos nesse processo?” Observamos através da análise dos resultados que sim é possível, porém houve e ainda há muitos desafios a serem superados. Como a falta de comunicação, a sobrecarga dos gestores da UC, além do desmonte da política ambiental pelo governo federal e a pandemia, dentre outros, que dificultaram muito as atividades da CTEA durante o período da pesquisa. Constatamos a relação direta entre a participação protagonística e a potência de agir, gerando uma aproximação entre a UC e a comunidade de seu entorno. Verificamos ainda que, quando se oportunizam espaços de diálogo e participação em uma UC, ocorrem diversos desdobramentos positivos para as pessoas envolvidas. Aumentando a confiança dessas e, consequentemente, daí advêm desdobramentos positivos para a UC, como a elaboração e/ou execução de projetos socioambientais realizados por esses atores, agora potencializados. Essa pesquisa se constitui em uma possível ferramenta no auxílio para a construção de uma transição para sociedades sustentáveis, na qual todos e todas são atores participativos.


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