Título

Limites e possibilidades na construção de agentes transformadores: análise de uma prática de educação ambiental crítica na Educação Infantil

Programa Pós-graduação
Educação Científica e Matemática
Nome do(a) autor(a)
Katiucia Cristina Pegorari da Silva
Nome do(a) orientador(a)
Vanessa Daiana Pedrancini
Grau de Titulação
Mestrado Profissional
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Estadual
Resumo

Ensinar ciências naturais na Educação Infantil tem como objetivo a promoção
de experiências e aprendizagens que contribuam para uma melhor compreensão
dos fenômenos naturais que permeiam a realidade da criança. Além disso, a
escola é um dos melhores ambientes para promover a Educação Ambiental (EA)
crítica. A EA crítica pode ser trabalhada a partir da Educação Infantil, desde que
sejam respeitadas as especificidades da faixa etária e, quando realizada já nesta
etapa pode proporcionar subsídios para a participação da criança, no meio em
que vive, de maneira crítica e reflexiva. Diante disso, o presente estudo teve
como objetivo geral “Analisar a contribuição de uma sequência didática de
Educação Ambiental para o desenvolvimento inicial de uma visão crítica de
crianças da Educação Infantil, fundamentando-se na perspectiva de ensino de
Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente (CTSA) e na Teoria HistóricoCultural”. Para atingir os objetivos propostos nesta pesquisa de cunho
qualitativo, foi construída e aplicada uma sequência didática com enfoque no
termo “meio ambiente”, com o intuito de contribuir para o desenvolvimento
inicial de uma visão crítica de crianças de uma turma de Pré-escolar II de uma
escola municipal de Dourados-MS. Para o desenvolvimento da sequência
didática, que teve a duração de 16 horas/aulas (h/a) no 3º e 4º bimestres do ano
letivo de 2021, foram usados metodologias e recursos diversificados,
priorizando atividades que possibilitassem a participação ativa das crianças na
construção do conhecimento. As atividades foram organizadas de forma a
possibilitar a socialização de experiências em sala de referência, criando
possibilidades por meio de ações colaborativas entre as crianças e professores,
favorecendo um trabalho concreto e real na construção do conhecimento. Como
instrumentos para a coleta de dados foram empregados o diário de bordo da
pesquisadora, as atividades realizadas pelas crianças (individual ou em grupo)
ao longo dos encontros e, em especial, a gravação dos diálogos, com posterior
transcrição; em seguida os resultados foram avaliados de forma qualitativa descritiva. Por meio da análise do primeiro momento de ensino, observou-se uma
visão naturalizada de meio ambiente presente nas crianças, sendo relatado que
nós moramos nas cidades e os animais no ambiente natural, ou então, que rios e
florestas se tratam de lugares distantes que temos acesso apenas para um passeio,
ou seja, o ambiente socialmente construído, a princípio, não foi identificado
como constituinte do meio ambiente pelas crianças. No decorrer da pesquisa foi
possível observar em muitos momentos os avanços na percepção das crianças
sobre questões relacionadas ao meio ambiente; mesmo não tendo ainda conceitos
plenamente formados e apresentando concepções tradicionais, verificou-se que
algumas crianças começaram a relacionar o ambiente onde moram como ‘meio
ambiente’ e se identificarem como parte integrante deste ambiente. Além disso,
houve a ampliação de vocabulário, pois a palavra “meio ambiente” que não fazia
parte do cotidiano das crianças, ao final das atividades, passou a ser empregada
por algumas destas, indicando o início do processo de formação deste conceito.
Também foi possível identificar por parte de algumas crianças uma maior
disponibilidade em “cuidar” do meio ambiente, sentindo-se responsável pelo
meio em que vive e demonstrando almejar um ambiente organizado. Portanto,
verificou-se que a SD desenvolvida contribuiu para o desenvolvimento inicial
de uma visão crítica das crianças da Educação Infantil.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular