Título
Educação social voltada à população em situação de rua e justiça ambiental: contribuições da educação ambiental crítica
Em a “Educação social voltada à População em Situação de rua e Justiça
Ambiental: contribuições da Educação Ambiental crítica", a tese defendida é a de
que a Educação Ambiental crítica pode contribuir com a Educação Social voltada à
População em Situação de Rua – PSR para promover Justiça Ambiental, visto que
as populações marginalizadas, como a PSR, são mais vulneráveis socialmente e
tornam-se mais suscetíveis à violação de direitos básicos. Nesse sentido, o objetivo
geral foi compreender em que aspectos a Educação Ambiental Crítica pode
contribuir com a Educação Social voltada à PSR para promover a Justiça Ambiental.
Os objetivos específicos foram: Pesquisar a EA Crítica, fundamentos e premissas
históricas e sua relação com a ES; Identificar a demanda por Justiça Ambiental no
contexto da PSR; discutir o papel do educador e da educadora social nos Centro
POP na mediação de conflitos ambientais. A opção metodológica utilizada foi de
cunho qualitativo e participativa, as técnicas empregadas na realização da
investigação foram observação participante, cartas pedagógicas e rodas de
conversa. Os dados foram analisados através de técnica de análise de conteúdo. Os
resultados atingidos mostram que: a) a superação da vulnerabilidade social é um
objetivo comum entre a EA crítica e a ES, revelando a importância da interlocução
entre as duas para a superação das vulnerabilidades sociais e para a promoção da
Justiça Ambiental para a PSR; b) a PSR é um grupo em vulnerabilidade, o que se
comprovou pela dificuldade de acesso à água e à alimentação, além da exposição à
violência, situações consideradas como vulnerabilidades ambientais que demandam
Justiça Ambiental; c) o papel do educador e da educadora social no Centro POP
envolve a mediação pedagógica dentro do Centro POP, devendo esses profissionais
abordar de forma educativa questões relacionadas a PSR e suas vulnerabilidades,
contribuindo para que elas sejam superadas, mas, para que isso aconteça, a
formação inicial e continuada desses profissionais é fundamental. Concluiu-se que a
EA Crítica tem muito a contribuir com a ES voltada à PSR para promover a Justiça
Ambiental, na perspectiva educativa. Para tanto, é importante que a profissão de
educador e educadora social seja regulamentada e a formação mínima exigida para
atuar nessa profissão definida. Ademais, a EA Crítica deve ser inserida na formação
desses profissionais, para que esses possam identificar as injustiças, promover a
Justiça Ambiental e mediar conflitos ambientais articulados com outros atores
responsáveis pela garantia dos direitos da PSR, como o Ministério Público, por
exemplo.