Título

A educação socioambiental nos cursos de formação de engenheiros da UFMS

Programa Pós-graduação
Ensino de Ciências
Nome do(a) autor(a)
Valeria Ramos Baltazar Quevedo
Nome do(a) orientador(a)
Icleia Albuquerque de Vargas
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2022
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Esta tese investigou a existência de elementos da educação ambiental, da educação socioambiental e da sustentabilidade bem como suas vertentes, nos cursos de engenharia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de modo a apresentar uma proposta para a inserção da educação socioambiental na formação do profissional de engenharia, coerentes com as políticas da educação ambiental e diretrizes curriculares nacional para engenharia. A tese defendida é de que a orientação de um currículo que possibilite a produção e disseminação de conhecimento, contextualizado com a educação socioambiental é estratégico para os engenheiros estarem preparados para lidar com as questões socioambientais. Optou-se por propor a educação socioambiental por entender que a formação dos engenheiros deve também promover uma postura ética e responsável, levando em conta os impactos sociais e ambientais que suas decisões podem acarretar. Para fundamentar a pesquisa foi realizado um resgate histórico da formação dos cursos de engenharia, das legislações, diretrizes e aportes teóricos da educação ambiental. A análise documental foi utilizada para obtenção dos elementos investigados, com a interdisciplinaridade e a transversalidade sendo os indicadores para a análise, e as visões de natureza utilizadas como parâmetros para definir as vertentes que prevalecem nos documentos. Utilizando a teoria das representações, por meio de mapas mentais, com recorte para o curso de engenharia civil, obteve-se a percepção da construção do saber ambiental que ocorre durante a graduação. Os resultados evidenciaram que no âmbito da UFMS, as ações existentes estão voltadas ao desenvolvimento sustentável, prevalecendo o foco na gestão, espaço físico, atividades e intervenções pontuais, contextualizando a educação ambiental e a graduação principalmente por meio das ações da extensão. Nas graduações a ausência de aporte teórico e metodológico, bem como as diferenciações na abordagem da temática, demonstram que a educação ambiental não é uma unidade integradora. A respeito da percepção de meio ambiente, os resultados indicam que não ocorrem mudanças significativas entre ingressantes e concluintes do curso, para a maioria dos acadêmicos o ser humano não é visto como parte do meio ambiente, evidenciando a ausência ou falha da educação ambiental. Estas análises representam a necessidade de intervenções na abordagem da educação ambiental na engenharia. Deste modo, sugere-se que as bases do saber ambiental devem estar inseridas nas disciplinas de conteúdos básicos obrigatórios comuns a todas as habilitações de engenharias, homogeneizando o saber ambiental aos acadêmicos. Estes conhecimentos devem propiciar um aporte teórico e epistemológico básico e serem aprofundados no decorrer do curso nas disciplinas inerentes a cada ênfase da engenharia. Por fim, sugere-se a extensão como campo para a realizar analogia entre aprender conhecimentos teoricamente sistematizados e as questões da vida real, contextualizadas com a questão ambiental, propiciando ao acadêmico atuação dentro de sua área de conhecimento e a interlocução com a sociedade.


Classificações

Contexto Educacional
Modalidades
Modalidade: Regular