Título

Educação ambiental na gestão de bacias hidrográficas: a experiencia do Programa de Educação Ambiental do Cultivando Água Boa/Itaipu

Programa Pós-graduação
Geografia
Nome do(a) autor(a)
Patricia Garcia da Silva Carvalho
Nome do(a) orientador(a)
Adriana Monteiro da Costa
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2021
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Diante da necessidade de uma gestão sustentável dos recursos hídricos no Brasil, o Programa Cultivando Água Boa (CAB), por meio do Programa de Educação Ambiental (PEA) da Itaipu Binacional desenvolvido na Bacia Hidrográfica do Paraná 3 (BP3) destacou-se por integrar a Educação Ambiental (EA) nas ações de gestão dos recursos hídricos. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo propor diretrizes para programas de EA alicerçados na valorização dos saberes coletivos, na visão integradora de conhecimentos, nos processos formativos, na constituição de redes colaborativas voltadas para a capilaridade e enraizamento da EA, e na gestão ambiental de bacias hidrográficas. Para isso, a metodologia utilizada foi de abordagem qualitativa, com análise dos dados baseada na pesquisa exploratória e PesquisaAção-Participante, utilizando-se de procedimentos de revisão bibliográfica e aplicação de questionários. Além disso, para a análise dos dados adotou-se a Análise de Discurso e a Análise de Conteúdo, por meio do software IRAMUTEQ. Os resultados indicaram que o PEA/CAB foi um importante propulsor para o desenvolvimento de projetos de EA, e que,
além da adoção de indicadores de resultados é necessário indicadores qualitativos de impacto para implementação de programas de EA. Com base nos resultados obtidos, as diretrizes para a reaplicabilidade do PEA na gestão territorial por bacias hidrográficas, contemplam questões de cunho estratégico, gerencial e metodológicas, no que tangem a concepção e implementação da EA. Das diretrizes estratégicas destaca-se: concepção articulada com outros programas socioambientais; articulação interinstitucional; formação de coletivo educador; preparação conceitual dos atores locais; construção participativa das metas, indicadores e formas de monitoramento dos resultados; estabelecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa; formação para os gestores do programa; comunicação clara e transparente; definição dos papéis dos envolvidos; definição dos níveis de participação social dos diferentes atores sociais, bem como, as metodologias que irão compor a tecnologia social de mobilização,
constituição, formação e atuação dos coletivos educadores. No que se refere as diretrizes gerenciais, sugere-se o fortalecimento da EA popular, por meio de recursos financeiros e técnicos destinados às comunidades de aprendizagem (CAs); assessoria técnica para as equipes das prefeituras e outros envolvidos; presença de gestores de educação ambiental nos municípios envolvidos; definição de metas e indicadores para os coletivos educadores,
Programas de Formação de Educadores Ambientais (FEA) e CAs.


Classificações

Contexto Educacional