Título
Gestão de resíduos de seviço de saúde de um hospital público: contribuições ambientais e sociais
O objetivo deste estudo foi verificar se o gerenciamento de resíduos de serviço de saúde (RSS) em um hospital público estadual estava de acordo com as normas vigentes, analisando-se as potencialidades e fragilidades no manejo dos RSS. A pesquisa realizada foi do tipo participativa, de natureza quantitativa e qualitativa, com a realização de entrevista semiestruturada como procedimento técnico. O estudo ocorreu em hospital de grande porte (292 leitos e 186 atendimentos/dia), em Campina Grande, estado da Paraíba, Brasil. Constatou-se que, diariamente, a média de produção de RSS é de 1.122,4 kg. As características desses resíduos requerem cuidados da geração à disposição final e demonstram que, mesmo em um hospital deste porte, que atende urgências, emergências e traumas, a maior parte dos resíduos gerada não é infectante ou perfurocortante. Do total gerado, 60,36% eram resíduos comuns (D), 21,96% resíduos infectados (A), 11,96% recicláveis e 5,72% perfurocortantes (E). Apesar de ser o primeiro hospital do município a implantar o Plano de Gerenciamento de RSS, foram identificadas fragilidades nas diferentes etapas, especialmente em relação: à segregação na fonte geradora; à manutenção, identificação e aquisição de coletores com capacidade volumétrica em consonância com a geração do setor; à manutenção e inspeção do local de armazenamento temporário e à implantação de programas e projetos em educação ambiental para os atores sociais envolvidos. A entrevista semiestruturada desenvolvida foi uma ferramenta de muita importância para o processo de estudo e para o diagnóstico referente ao gerenciamento dos RSS no hospital. Os dados coletados através dessa amostra proporcionaram ao pesquisador informações fundamentais para a adequação do PGRSS às normas e legislações vigentes O estabelecimento hospitalar estudado, embora detenha um Plano de Gerenciamento de RSS, apresenta fragilidades que requerem soluções para evitar e/ou mitigar impactos negativos ambientais, sociais e econômicos e reduzir as probabilidades de materialização dos perigos inerentes a esses resíduos, sobretudo no que se refere à saúde dos funcionários, estudantes, estagiários, pacientes, acompanhantes, catadores de materiais recicláveis e da população circunvizinha.