Título
Contribuições dos espaços não formais para a educação ambiental da escola do campo no município de Wanderlândia, To
O presente trabalho teve como objetivosidentificar as práticas e discursos sobre Educação
ambiental assim como verificar as concepções de meio ambiente presentes no Projeto
Político Pedagógico (PPP); analisar a concepção de Educação Ambiental como tema
transversal na visão dos professores da escola do campo; compreender a relação entre
conteúdo e contextualização no cotidiano do educando estabelecendo vínculos com a
aprendizagem significativa na visão de David Paul Ausubel e Paulo Freire; descrever
quais os espaços utilizados pelos docentes e quais as metodologias aplicadas além de
desenvolver um manual de atividades práticas relacionadas a Educação Ambiental no
contexto de uma escola do campo situada no município de Wanderlândia, TO. O estudo
foi caracterizado como uma pesquisa qualitativa exploratória realizada nos moldes de um
estudo de caso, como instrumento de recolha foi utilizado a análise documental do PPP e
aplicação de questionário semiestruturado para dez professores lotados na unidade de
ensino analisada; a metodologia baseou-se na análise de conteúdo. Foram verificadas no
PPP quatro caracterizações de meio ambiente distintas, são elas: meio ambiente e
conservação da natureza; meio ambiente e saúde; meio ambiente e comunidade e meio
ambiente e recursos; verificou-se que os docentes da escola do campo ainda possuem uma
visão tradicional e conservacionista sobre a Educação Ambiental relacionando-a
exclusivamente aos processos de conservação e preservação da natureza. Os professores
percebem a educação do campo como uma política pública, que visa a valorização do
ambiente campesino, e utiliza o processo de contextualização para inserir os conteúdos
programáticos na realidade vivenciada pelos povos do campo, refletindo na prática
pedagógica de significação efetiva da aprendizagem, que vai de encontro a teoria da
aprendizagem significativa, defendida por David Paul Ausubel, e caracterizada pela
pedagogia da liberdade levando em consideração o conhecimento empírico vivenciado
pelos alunos como ponto de partida para uma aprendizagem democrática, efetiva e de
igualdade defendida por Paulo Freire. Nesse contexto, os professores da escola do campo
acreditam que a transdisciplinaridade na Educação Ambiental pode ser alcançada por
meio da associação entre a teoria dos conteúdos programáticos escolares e o cotidiano
dos educandos do campo, envolvendo todas as disciplinas de forma contextualizada por
meio de estudos e projetos pedagógicos educacionais, sendo a deficiência de estruturas
físicas e pedagógicas os principais obstáculos enfrentados para a realização de atividades
no âmbito da Educação Ambiental na realidade da escola do campo.