Título

Desafios socioambientais em acampamento de reforma agrária, sob mediação de educação ambiental

Programa Pós-graduação
Engenharia Ambiental: Análise e Tecnologia Ambiental
Nome do(a) autor(a)
Josiane Bielski
Nome do(a) orientador(a)
Elisete Guimaraes
Grau de Titulação
Mestrado
Ano de defesa
2021
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

Em um país onde as desigualdades e injustiças socioambientais se destacam em todos os setores da sociedade, o acesso pela terra não poderia ser diferente, e como tantos outros, este também é um problema alvo de discussão, conflitos, controvérsias, e disputas políticas. A implantação de Reforma Agrária e acampamentos rurais podem gerar vários impactos e desafios sociais à comunidade e biodiversidade em seu entorno. Essa é apenas uma realidade que retrata os problemas historicamente presentes na questão agrária do Brasil. Diante desse fato, este estudo objetivou identificar os possíveis impactos socioambientais ocasionados devido a implantação de acampamento de Reforma Agrária e sob mediação de Educação Ambiental, propor ações para sensibilização da comunidade. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de ética em pesquisas e realizada em um acampamento rural de Reforma Agrária localizado na região Sudoeste do Paraná, ocupado por integrantes do MST. A metodologia utilizada é de abordagem quanti-qualitativa, onde as ferramentas para a coleta de dados são a entrevista com moradores acampados, o questionário com professores da escola itinerante e amostragem físico-química para avaliação da qualidade da água e do solo. A partir das informações coletadas é possível compreender e elencar os principais desafios socioambientais da comunidade que afetam os atributos de vida da população, como: a qualidade da água não é adequada para o consumo humano; o solo sofre com as alterações ocasionadas pela monocultura de Pinnus realizadas antes da ocupação; há poluição por queimadas e descarte incorreto de resíduos devido inexistência de coleta de lixo no local; precariedade na educação; falta de formação de profissionais; falta de recursos e subsídios escolares essenciais; ineficiência de políticas públicas; precariedade do saneamento básico; predomínio da agricultura convencional e arrendamento de terrenos devido a dificuldades em acesso a recursos e técnicas para implantação da agroecologia, dentre outros. A Educação Ambiental foi um forte instrumento para a comunidade propondo ações para minimizar esses desafios.


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