Título

Políticas públicas educacionais e fluxos migratórios entre os desafios climáticos e as poéticas da educação ambiental

Programa Pós-graduação
Educação
Nome do(a) autor(a)
Roberta Moraes Simione
Nome do(a) orientador(a)
Michele Tomoko Sato
Grau de Titulação
Doutorado
Ano de defesa
2021
Dependência Administrativa
Federal
Resumo

O fenômeno migratório não é recente na história da humanidade, todavia, nos dias atuais ele tem adquirido diferentes contornos e causas. Estudiosos advertem que nos próximos anos os fluxos migratórios gradativamente se intensificarão principalmente em decorrência dos desastres ambientais oriundos do colapso climático. Diante deste dramático cenário de catástrofes climáticas, diversos povos serão expulsos de seus
territórios e novos abrigos serão procurados. Nesta conjuntura circunscrita na era do Capitaloceno, cujos pilares sustentam teorias negacionistas que invisibilizam conhecer as causas e consequências da alteração do clima, muitos grupos sociais sofrerão em decorrência das injustiças ambientais e climáticas. Os migrantes correspondem a um destes grupos, uma vez que muitos se encontram em situação de vulnerabilidade além de serem vítimas de violências sociais. Nesta tese busco interpretar os documentos construídos no Fórum de Fluxos Migratórios e as narrativas daqueles e daquelas que migraram, atuam e atuaram na promoção de políticas públicas para migrantes no estado de Mato Grosso; pessoas que, de algum modo, acompanham ou conhecem o trabalho desenvolvido pelo Centro de Pastoral para Migrantes; participaram do Fórum de Fluxos
Migratórios; e lutam e anseiam pela existência de políticas públicas educacionais para migrantes, a fim de problematizar o papel do Estado na promoção de política pública educacional para migrantes à luz da Educação Ambiental e da Justiça Climática. De cunho fenomenológico, a metodologia escolhida foi a cartografia do imaginário, a qual possibilitou interpretar os documentos e as narrativas dos entrevistados e entrevistadas, relacionando aos quatro arquétipos bachelardianos: Água, Terra, Fogo e Ar. Alicerçada
nas imagens que compõem estes arquétipos, criei imagens da migração exercendo o dever e o direito de pesquisadora. Sobre os resultados, a situação de vulnerabilidade em que muitos migrantes se encontram revela omissão do Estado em atender de modo digno e eficiente este grupo. Neste contexto, é observável quão são necessárias parcerias entre os movimentos sociais com propósito de promover políticas públicas aos migrantes no estado e, desse modo, defendo a necessidade de políticas públicas educacionais inclusivas alicerçadas na ética e nos direitos humanos.


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