Título
Educação Ambiental e Ecopedagogia: desafios da prática docente
Esta pesquisa tem por objeto a comparação entre dois conceitos vinculados à educação,
evidenciando os desafios da prática docente, em termos de limites e possibilidades de sua
aplicação pelos professores de Biologia no Ensino Médio: os conceitos de Educação Ambiental
e de Ecopedagogia. Nesse sentido, torna-se necessário compreender como está articulada a Lei
9.795/99, que dispõe da Educação Ambiental na Organização Curricular da Lei de Diretrizes e
Bases (LDB-9394/96) e quais suas implicações para o conceito de Ecopedagogia, termo
proposto por Francisco Gutiérrez e Cruz Prado (1999), que pressupõe uma educação planetária,
teoricamente mais ampla que a Educação Ambiental. Nossa hipótese é que, do modo como está
conformada, a Educação Ambiental insere-se numa dinâmica de sustentabilidade caudatária de
uma lógica capitalista e predatória, diversa dos princípios fundamentais da Ecopedagogia, que,
ao contrário, pressupõe uma visão holística, ética e humanitária das questões ambientais. Assim,
a “incoerência” evidenciada por uma Educação Ambiental que mantém padrões de
sustentabilidade em consonância com a economia neoliberal, revelando o esgotamento do meio
ambiente, e assentada em valores diversos daqueles propostos pela Ecopedagogia, teria impacto
negativo na conformação ambiental planetária. O referencial teórico deste trabalho, será:
(BOOF,2013), (DICKMANN;BATTESTIN,2018), (DICKMANN;LIOTTI, 2020),
(DICKMANN;CARNEIRO, 2021), (FERRERO; HOLLAND, 2004). (FREIRE, 2016, 2019a,
2019b), (GADOTTI; 2000, 2010, 2012) (GUTIÉRREZ;PRADO, 1999) (LEFF,2002, 2010,
2019), (LOUREIRO; LAYRARGUES; CASTRO, 2012), (MAFRA, ROMÃO, GADOTTI,
2018), (PEDRINI, 1997) buscando, por meio de uma reflexão acerca das categorias de
Educação Ambiental, Ecopedagogia, sustentabilidade e meio ambiente, contribuir para uma
sociedade mais autossustentável e para a formação de cidadãos mais críticos em relação aos
problemas ambientais do planeta.